Política
Publicado em 14/08/2026, às 09h09 - Atualizado às 09h39 Claúdio castro - Fernando Frazão / Agência Brasil Eduardo Costa
Um dos endereços do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), foi alvo de buscas da Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (14). As investigações ocorrem durante a 2ª fase da Operação Sem Refino, que apura possíveis fraudes fiscais pela Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos.
Nesta fase, a PF investiga supostas irregularidades na concessão de licenças ambientais para a Refit. Segundo a corporação, policiais cumpriram 16 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Um dos endereços era um condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste.
De acordo com a Polícia Federal, os alvos poderão responder por crimes como gestão fraudulenta e temerária, lavagem de capitais, sonegação fiscal, evasão de divisas e manipulação de mercado.
Também é investigado se houve crimes contra a ordem econômica envolvendo a comercialização de combustíveis.
A 1ª fase da operação foi deflagrada no dia 15 de maio, quando Cláudio Castro também foi alvo, acusado de usar a estrutura do estado para beneficiar o grupo empresarial comandado por Magro.
Na ação, o empresário Ricardo Magro teve a prisão decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Como ele mora em Miami, nos Estados Unidos, é considerado foragido.
A PF investiga se servidores públicos receberam benefícios para deixar a Refit operar. A estrutura, segundo a corporação, envolveria integrantes da Secretaria Estadual de Fazenda, Procuradoria-Geral do Estado, Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e membros do Tribunal de Justiça do Rio.
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