Política

PF pede definição sobre futuro de arsenal apreendido de Bolsonaro

A PF esclareceu que não tem competência para decidir sobre as armas de Bolsonaro, que foram apreendidas em cumprimento a uma ordem judicial.  |  Isac Nóbrega/PR

Publicado em 11/08/2026, às 16h10   Isac Nóbrega/PR   Daniel Serrano

A Polícia Federal (PF) solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que defina o destino das armas de fogo, munições e acessórios apreendidos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em ofício enviado  nesta terça-feira (11), a PF disse que o armamento permanecerá sob a guarda da Superintendência da PF no DF até uma nova determinação de Moraes. A solicitação ocorreu depois que a corporação identificar que não teria competência para decidir o destino dos bens apreendidos.

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Isso porque as armas não foram recolhidas no âmbito de uma investigação conduzida pela Polícia Federal, mas em cumprimento a uma ordem de Moraes. 

"Concluiu-se que a definição acerca da destinação das armas de fogo apreendidas não se insere na esfera de atribuições da Polícia Federal, competindo ao órgão jurisdicional responsável pelo processo deliberar sobre eventual encaminhamento ao Comando do Exército ou outra providência legalmente", escreveu a PF.

As 10 armas vinculadas a Bolsonaro, segundo a decisão, são:

Em julho, ao determinar a manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro, Moraes determinou que todo o arsenal vinculado ao ex-presidente fosse entregue à Polícia Federal. Na decisão, o ministro considerou “incompatível” a manutenção da posse de armas de fogo por uma pessoa que cumpre pena criminal. 

A determinação faz parte das medidas impostas a  Bolsonaro durante o cumprimento da pena. Com isso, as armas relacionadas ao ex-presidente deveriam ser recolhidas e encaminhadas à Polícia Federal.

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