Política

PF revela obstrução no caso Marielle Franco

A PF acusa delegados de obstruírem a investigação sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco  |  Daniel Ramalho/AFP

Publicado em 12/08/2024, às 06h45   Daniel Ramalho/AFP   Rebeca Silva

A Polícia Federal entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório que acusa delegados de obstruírem a investigação sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco. O documento revela que imagens de câmeras de segurança, que  identificam os assassinos, foram ignoradas.

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A PF revela que os delegados Rivaldo Barbosa e Giniton Lages, juntamente com o comissário Marco Antônio de Barros Pinto, dificultaram a identificação dos assassinos de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Os documentos destacam que Giniton Lages tinha conhecimento das investigações, que Ronnie Lessa era um suspeito em potencial. Imagens registradas pelas câmeras de segurança poderiam ter sido cruciais, mas a Polícia Civil não continuou com a busca por mais evidências.

As imagens do veículo Cobalt prata, usado no crime, só foram incorporadas ao inquérito após uma denúncia anônima, sete meses depois do crime. A Polícia Federal também revelou a falta de imagens da rota de fuga dos assassinos, o que poderia ter ajudado na identificação.

Os delegados Rivaldo Barbosa e Giniton Lages, além do comissário Marco Antônio de Barros Pinto, são os principais acusados.

Rivaldo Barbosa está preso, enquanto Giniton Lages e Marco Antônio de Barros Pinto foram afastados do cargo.

Classificação Indicativa: Livre


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