Política
Publicado em 03/11/2026, às 10h03 Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados Eduardo Costa
O Partido Liberal (PL) irá reunir deputados da sigla nesta terça-feira (3) para debater se a legenda irá apoiar a reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Câmara dos Deputados.
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Com a maior bancada da Casa a partir de 2027 (121 deputados), o PL calcula se ficará sem espaço e comando de comissões estratégicas caso fique de fora do bloco de Motta.
O tema encontra divisão no partido, com uma ala ligada ao presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, defendendo o pragmatismo e um acordo com Hugo. Esse grupo acredita que de nada adianta ter o maior número de deputados se o PL ficar isolado na distribuição de cargos.
Já uma ala mais radical do PL é mais resistente ao apoio a Motta devido à proximidade do presidente da Câmara com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Mesmo com isso, o cálculo que pesa ao PL ceder a apoiar Motta está no regimento. A ordem de escolha das comissões segue a proporcionalidade dos blocos formados no dia da posse, ou seja, quem está em um bloco grande escolhe primeiro e mais vezes.
Caso fique de fora, o PL, mesmo tendo o maior número de parlamentares, cairia da 1ª e 2ª escolha para a 14ª. A sigla poderia presidir sete colegiados, mas os menos estratégicos.
A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), considerada a mais importante da Casa, é almejada por Nikolas Ferreira (PL).
Além da disputa dentro do partido, o PL pode ficar de fora do bloco de Motta por pressão do PT. A sigla de Lula ameaçou deixar o grupo caso o PL seja incluído.
Motta tem afirmado que ouvirá as demandas da oposição, mas que os petistas teriam prioridade.
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