☰
✕

Política

PL registra bancada recorde na Câmara e conquista 19 vagas no Senado em Congresso com maioria conservadora

Apuração consolidada pelo TSE confirma avanço da oposição, que elegeu Michelle e Carlos Bolsonaro para o Senado e somou 121 deputados federais.  |  Congresso Nacional

Publicado em 05/10/2026, às 13h39   Congresso Nacional   Gabriel Dinis

O resultado das eleições gerais deste domingo (4), confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consolidou o maior salto da direita no Congresso Nacional desde a redemocratização de 1988. Com a renovação de dois terços do Senado Federal e a definição das 513 cadeiras da Câmara dos Deputados, o Partido Liberal (PL) conquistou nas urnas 19 das 54 vagas de senador em disputa e atingiu uma bancada de 121 deputados federais.

Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no Youtube

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Michelle Bolsonaro
Nikolas Ferreira
Carlos Bolsonaro
Rui Costa e Jaques Wagner
Erika Hilton

O resultado do pleito deste domingo (4) confere aos partidos de oposição e de centro-direita um controle expressivo das pautas legislativas a partir de 1º de fevereiro de 2027, ultrapassando com folga o quórum de maioria absoluta (257 votos na Câmara e 41 no Senado) e superando a barreira dos três quintos (308 deputados e 49 senadores) necessária para a aprovação de emendas constitucionais.

Senado Federal

Na disputa majoritária para o Senado Federal, na qual dois assentos por unidade federativa foram colocados em votação, o PL foi a legenda com melhor desempenho nas urnas. O partido transformou seus palanques regionais estratégicos em vitórias, elegendo figuras de destaque da direita brasileira.

No Distrito Federal, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e a deputada Bia Kicis (PL) venceram a disputa em dobradinha. Em Santa Catarina, a deputada Caroline de Toni (PL) e o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL) garantiram as duas vagas do estado. Em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, o deputado estadual André do Prado (PL) e o deputado e secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite (PP) foram eleitos superando os concorrentes governistas.

O Partido dos Trabalhadores (PT) conteve o avanço conservador em redutos tradicionais no Nordeste e elegeu 6 senadores. A principal vitória governista ocorreu na Bahia, onde o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), conquistou seu primeiro mandato e o atual líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), assegurou a reeleição. O PT também garantiu cadeiras em Minas Gerais (com Marília Campos), Pernambuco (Humberto Costa), Rio Grande do Norte (Samanda de Lula) e Sergipe (Rogério Carvalho).

O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) manteve forte representação regional com 7 senadores eleitos, puxados pelo governador do Pará, Helder Barbalho, e por nomes expressivos como Eduardo Braga (Amazonas) e Veneziano Vital do Rêgo (Paraíba). O partido Novo também registrou avanço em seus eleitos, com três senadores: Marcel van Hattem (Rio Grande do Sul), Deltan Dallagnol (Paraná) e Lahesio Bonfim (Maranhão).

Câmara dos Deputados

Na Câmara dos Deputados, o PL alcançou a marca de 121 parlamentares eleitos, a maior bancada unitária de um partido político registrada nas últimas décadas. O crescimento foi puxado por votações recordes em estados de alta representação demográfica, como Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Os candidatos a deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) bateram recordes históricos de votação para a Câmara dos Deputados. Em Minas Gerais, Nikolas registrou 3.119.314 votos, enquanto em São Paulo, Pavanato alcançou a marca de 3.038.438 votos. Com esse desempenho, ambos superaram amplamente o recorde nacional anterior, que pertencia a Eduardo Bolsonaro, eleito em 2018 pelo estado paulista com 1.843.735 votos.

Como segunda maior força parlamentar da Casa, a Federação União Progressista (União Brasil e PP) garantiu 87 deputados federais. Em seguida, figuram o Partido Social Democrático (PSD) com 43 cadeiras e o Republicanos com 41 assentos.

A esquerda, organizada principalmente pela Federação Brasil da Esperança composta pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Verde (PV) , conquistou 88 vagas, das quais a ampla maioria pertence aos quadros petistas. O bloco de oposição à direita ainda terá como contraponto a Federação PSOL-Rede, que obteve 15 cadeiras, destacando a reeleição da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) entre as parlamentares mais votadas do país. O PSB, com 15 assentos, e o PDT, reduzido a 6 deputados, completam os partidos que historicamente defendem pautas progressistas.

Dos 513 deputados eleitos, 301 obtiveram a reeleição (58,6% de permanência), 183 chegam para o primeiro mandato e 29 são ex-parlamentares que retornam à Casa após legislaturas anteriores.

Classificação Indicativa: Livre


Tagscarlos bolsonarocongressoCâmaraeleiçõeserika hiltonMichelle bolsonaroNikolas Ferreirapartido liberalptRui CostaSenado

Leia também


Dólar cai quase 5% e fica abaixo de R$ 5 após resultado do 1º turno das eleições


Trump confunde Brasil com Índia ao elogiar rapidez da apuração das eleições