Política
Publicado em 18/06/2026, às 18h10 - Atualizado às 18h10 Fellipe Sampaio/STF | Ton Molina/STF Daniel Serrano
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) comunicou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que marcou para a próxima quarta-feira (24) uma audiência por videoconferência com Jair Bolsonaro para que o ex-presidente fale sobre uma arma registrada em nome dele apreendida numa blitz no início da semana, sob responsabilidade da equipe de segurança do ex-presidente.
A corporação abriu um inquérito para investigar o caso. De acordo com a PCDF, as informações coletadas na investigação serão compartilhadas com Moraes.
O boletim de ocorrência diz que a arma foi recolhida porque não foi apresentada a documentação necessária para o porte. Com isso, o armamento foi apreendido. Bolsonaro aparece na condição de "envolvido" no caso.
No documento enviado ao STF, a Polícia Civil diz que pretende ouvir o ex-presidente, que está em prisão domiciliar temporária, por videoconferência. A solicitação foi encaminhado a Moraes por causa das medidas cautelares impostas ao ex-presidente pelo Supremo.
A PCDF revelou ainda que que teve dificuldades para realizar a intimação pessoal de Bolsonaro, porque a equipe de escolta responsável por Bolsonaro não permitiu o cumprimento do ato. Diante disso, a Polícia Civil pediu que Moraes autorize formalmente a realização da audiência e determine a intimação do ex-presidente para participar da audiência.
"A tentativa de cumprimento da intimação pessoal restou infrutífera, uma vez que a equipe de escolta responsável não permitiu a efetivação do ato, impossibilitando a ciência pessoal do intimando", diz a Polícia Civil.
Na última quarta-feira (17), a defesa de Bolsonaro negou ao STF haver irregularidades na posse da arma apreendida durante blitz no início da semana. Segundo os advogados, a posse do armamento era regular e não foi determinada a entrega de armas ou o cancelamento de registros em nome do ex-presidente.
"Bolsonaro, portanto, não se encontrava em situação irregular", sustentaram os advogados após uma cobrança do ministro Alexandre de Moraes. Eles alegaram ainda que o ex-chefe do Executivo "teria prontamente entregue o armamento" caso houvesse determinação do Supremo.
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