Política

Políticos parabenizam Ilê Aiyê pelos 50 anos

  |  Alfredo Filho/Secom/PMS

Publicado em 01/11/2024, às 13h17   Alfredo Filho/Secom/PMS   Daniel Serrano

Integrantes da política da Bahia utilizaram as redes sociais para homenagear o Ilê Aiyê, considerado o primeiro bloco afro do Brasil e que completa 50 anos de criação nesta sexta-feira (1º).

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), destacou que o Ilê n as atividades do Ilê "não é só um bloco de Carnaval, mas é um dos maiores símbolos de resistência e orgulho da nossa cultura afro-brasileira".

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O senador e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT) destacou a importância do Ilê Aiyê na "luta contra o racismo e ativismo pela afirmação da cultura como elemento essencial de construção da nossa identidade".

Já o atual vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior (MDB), diz que o "Mais Belo dos Belos" " enriquece o Carnaval com a essência das culturas afro-brasileiras, enfrentando o racismo e fortalecendo a identidade negra".

Os secretários de Cultura do Estado, Bruno Monteiro, e do Munícipio, Pedro Tourinho, também prestaram reverencia ao Ilê Aiyê.

"O Ilê Aiyê hoje faz 50 anos, e como é lindo poder acompanhar essa história e entender cada vez mais o axé do Ilê Aiyê, que é orgulho, é beleza, é política, é arte, é música, é design, é família, é alegria, é afirmação", escreveu Tourinho.

"Ao longo dessas cinco décadas, o Mais Belo dos Belos vem promovendo um conjunto de trabalhos que se evidenciam no esplendor da festa mas que vai muito além dela: são projetos sócio-educativos, com forte teor anti-racista, de combate à intolerância religiosa e valorização das culturas negras, mas também de formação profissional - projetos que pulsam no cotidiano do Curuzu e reverberam para a Bahia, para o Brasil e para o mundo, fortalecendo a população negra em diáspora e celebrando a nossa herança ancestral", destaca Monteiro.

Considerado o primeiro bloco afro do Brasil, o Ilê Aiyê foi criado em 1º de novembro de 1974 por Antônio Carlos Vovô, Apolônio de Jesus (1952-1992) e outros moradores da região da ladeira do Curuzu, no bairro da Liberdade. A ideia foi criar um bloco de carnaval formado apenas por negros para lutar contra o racismo e enaltecer as raízes africanas da cultura nacional.

O bloco foi um dos destaques do Carnaval de Salvador de 1975, três meses após sua fundação. Rapidamente, o Ilê Aiyê ganhou destaque e foi importante para o surgimento de outros blocos afro, como Olodum, Muzenza e Araketu.

Além das apresentações no pré-carnaval e no carnaval de Salvador, o Ilê Aiyê também se destaca por projetos de extensão pedagógica.

Apesar da relevância cultura e política, o Ilê Aiyê passou por dificuldades. Porém, no último mês de outubro, os secretários estaduais da Bahia, Bruno Monteiro (Secult) e Ângela Guimarães (Sepromi), apresentaram detalhes sobre o Edital Ouro Negro 2025. Na oportunidade, os secretários anunciaram que parte dos R$ 15 milhões do programa serão repassado para o Ilê Aiyê os demais blocos afro.

Já a Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), ligada à Prefeitura de Salvador, vai coordenar a reforma da sede do Ilê Aiyê. De acordo com uma publicação no Diário Oficial do Município, do último mês de setembro, serão investidos R$ 5,68 milhões para melhorias na infraestrutura física, incluindo climatização, acessibilidade e novas instalações elétricas e hidráulicas.

Classificação Indicativa: Livre


TagsJaques WagnerIlê AiyêBruno ReisGeraldo JúniorBruno Monteiro

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