Política

Prefeito é expulso do PSB após ameaçar servidores que não apoiarem Flávio Bolsonaro

PSB alegou que conduta violou os direcionamentos do partido que é da base do presidente Lula  |  Reprodução/Redes sociais

Publicado em 11/08/2026, às 17h36   Reprodução/Redes sociais   Héber Araújo

O prefeito de Campestre do Maranhão (MA), Fernando Bermuda, foi expulso do Partido Socialista Brasileiro (PSB) após ameaçar servidores com demissões, caso não apoiassem o senador Flávio Bolsonaro (PL). A decisão de expulsão foi tomada durante reunião da sigla, ocorrida no último sábado (8), mas só foi tornada pública nesta segunda-feira (10).

Segundo a sigla,  a conduta do prefeito revela um “rompimento com a fidelidade partidária e afronta à autoridade das instâncias”. Ainda na resolução de expulsão, o partido ainda citou a parceria que a sigla possui, nacionalmente, com o presidente Lula e, no estado, defende o nome de Felipe Camarão (PT) ao governo estadual.

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“Não se está diante de divergência interna ordinária, de manifestação episódica ou de simples opinião pessoal, mas de comportamento que, pela sua natureza e alcance, revela rompimento com a fidelidade partidária e afronta à autoridade das instâncias dirigentes do PSB”, declarou.

Ainda conforme o PSB, as atitudes do prefeito revelam supostos ilícitos eleitorais, chegando a citar o abuso de poder político. Ainda conforme o partido, a conduta do prefeito representa o rompimento com a fidelidade partidária é uma afronta às decisões tomadas pela direção do partido.

Reprodução/redes sociais
Reprodução/redes sociais

Em nota pelo prefeito, Bermuda afirmou que as denúncias ocorreram durante uma conversa informal, onde usou um tom inadequado. “Reconheço que me expressei de maneira exagerada e poderia ter escolhido melhor as palavras. No entanto, é importante deixar claro que nenhum servidor foi demitido, afastado, perseguido ou sofreu qualquer tipo de punição em razão de posicionamento político ou voto”.

“O voto é livre e secreto, e esse direito sempre foi e continuará sendo respeitado. Não houve coação, ameaça ou qualquer medida administrativa contra servidores por questões eleitorais. Assumo o erro no tom da fala, mas reafirmo que as interpretações de que teria ocorrido demissão ou perseguição política não correspondem aos fatos”, completou.

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