Política

Prefeito ignora apelo do União Brasil após secretário ser alvo da Operação Overclean

Decisão do prefeito Álvaro Damião gera desconforto no União Brasil após afastamento de Bruno Barral por investigação do STF.  |  Reprodução / BNews

Publicado em 16/04/2025, às 12h06 - Atualizado às 12h06   Reprodução / BNews   Cadastrado por Daniel Serrano

O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, ignorou os apelos feitos pelo seu partido, o União Brasil, e escolheu um nome do PSD para assumir a secretaria municipal de Educação da capital mineira. A informação é do jornal O Globo. 

A decisão ocorreu depois do afastamento de Bruno Barral da pasta, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da Operação Overclean. Ele será substituído pela ex-subsecretária do ex-prefeito Alexandre Kalil, Natália Araújo.

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O anúncio provocou desconforto dentro do  União Brasil. O partido pressionava o prefeito para seguir no comando da pasta. Apesar da intensa disputa, o prefeito levou em conta dois fatores: a confiança que Damião tem com Natália (aliados de longa data) e o desejo do gestor municipal em proteger a secretaria de novas polêmicas.

Natália já comandou a Secretaria Municipal de Educação entre 2017 e 2022, durante a gestão Kalil. Em 2024, ela tentou se eleger vereadora, sem sucesso. Já em fevereiro deste ano, ela assumiu o cargo de assessora especial do prefeito.

O antigo comandante da secretaria, Bruno Barral, foi nomeado em abril de 2023 e veio diretamente de Salvador para assumir o cargo. Ele foi indicado pela direção nacional do União Brasil e próximo de líderes da legenda, como o ex-prefeito da capital baiana ACM Neto.

A saída de Barral da secretaria de Educação provocou uma reestruturação na pasta. Servidores nomeados pelo agora ex-secretário, apesar de não terem uma ligação direta com a investigação da Polícia Federal, foram exonerados.

Barral foi alvo de mandados de busca e apreensão na terceira fase da Operação Overclean. A PF encontrou com ele R$120,8 mil em espécie. O afastamento foi determinado pelo ministro do STF Kassio Nunes Marques.

As investigações identificaram uma ligação próxima entre Barral e o empresário Marcos Moura, conhecido como "Rei do Lixo", um dos principais alvos da Overclean.

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