Política

Prefeitura assina contrato de R$ 21 milhões com empresa investigada em operação da Polícia Federal

Após a operação da Polícia Federal, o prefeito foi afastado e a Justiça determinou que ele use tornozeleira eletrônica  |  Reprodução/PF

Publicado em 17/08/2025, às 12h43   Reprodução/PF   Rebeca Santos

A Prefeitura de São Bernardo do Campo assinou um contrato de R$ 21 milhões com a empresa Boa Hora Central de Tratamento de Resíduos LTDA, ligada a Luís Roberto Peralta, conhecido como Beto Peralta. Ele é um dos investigados em uma operação da Polícia Federal que, na última quinta-feira (14), resultou no afastamento do prefeito Marcelo Lima (Podemos).

O contrato, que começou em 2020, foi estendido até maio de 2026. Na Receita Federal, Peralta aparece como sócio da Boa Hora, uma empresa criada em 2001 que trabalha com tratamento e descarte de lixo. Peralta também é ligado a outras 16 empresas, sendo cinco com contratos de limpeza em prefeituras de São Paulo e duas que organizam shows.

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Onze cidades, como Diadema, Mauá, Santo André e Ubatuba, têm contratos com empresas de Peralta. Ele também já fechou negócios com as secretarias de Segurança e Administração Penitenciária do estado.

Após a operação da Polícia Federal, o prefeito Marcelo Lima foi afastado e a Justiça determinou que ele use tornozeleira eletrônica, negando o pedido de prisão feito pela PF. A vice-prefeita, Jessica Cormick (Avante), que é sargento da Polícia Militar e está em seu primeiro cargo público, assumiu a prefeitura.

A investigação aponta um esquema de corrupção envolvendo contratos da prefeitura e da Fundação ABC com empresas de serviços como coleta de lixo, engenharia, informática e saúde.

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