Política
Publicado em 03/07/2025, às 20h52 Valter Campanato / Agência Brasil Redação
O presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, deve pedir demissão nos próximos dias. Com isso, ele não vai esperar seu mandato vencer, o que ocorreria em agosto.
Santos está internado em um hospital em São Paulo tratando de problemas de saúde, e de acordo com a colunista Bela Megale, de O Globo, vai apresentar sua carta de demissão assim que tiver alta. A expectativa é que isso aconteça até a semana que vem.
Fabiano foi indicado pelo grupo Prerrogativas, de advogados ligados ao PT. Aliados dele afirmam que desde que a tensão aumentou com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, sua permanência ficou insustentável. Eles dizem que, por lealdade a Lula e para poupá-lo de mais um desgaste, Santos se antecipará a vai apresentar sua demissão antes de falar com o presidente.
O grupo aliado a Fabiano atribui à Casa Civil o vazamento de reuniões feitas para debater a situação dos Correios, que teve prejuízo recorde de R$ 2,6 bilhões em 2024.
Ainda existe a avaliação de que, se sair neste momento, Fabiano tem como justificativa sua divergência com a Casa Civil sobre o plano de fechamento de agências que pode resultar na demissão de até 10 mil funcionários. A pasta nega que Rui Costa tenha apresentado uma proposta de desligamento em massa dos funcionários dos Correios.
Vaga cobiçada
O comando da estatal é cobiçado pelo União Brasil, que já está à frente do Ministério das Comunicações, ao qual a empresa está subordinada. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre(União Brasil-AP), é quem organiza as indicações da legenda ao governo.
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