Política
Publicado em 27/07/2026, às 07h50 Ricardo Stuckert/PR Matheus Simoni
O presidente da China, Xi Jinping, telefonou para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e declarou seu apoio ao Brasil diante das tentativas de interferência externa do governo de Donald Trump nas eleições brasileiras. Segundo o Palácio do Planalto, a ligação aconteceu na noite do último domingo (26) e durou mais de uma hora.
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Durante o telefonema, os líderes trataram da implementação das sinergias entre os projetos nacionais de desenvolvimento dos dois países. Ambos reiteraram o propósito compartilhado de ampliar a cooperação em áreas estratégicas e de alta tecnologia, como inteligência artificial, satélites, beneficiamento de minerais críticos e comércio de fertilizantes.
Durante a conversa, Xi "rejeitou a interferência externa" no processo eleitoral brasileiro e declarou que está pronto para apoiar o governo Lula, de acordo com informações da agência de notícias estatal Xinhua.
O presidente chinês ressaltou que, nos últimos anos, houve um fortalecimento da construção de uma comunidade China-Brasil com um futuro compartilhado e o alinhamento das estratégias de desenvolvimento dos dois países. Ainda de acordo com a Xinhua, a relação registrou avanços positivos, "o que desempenhou um papel importante no fomento do desenvolvimento de ambas as nações e na melhoria do bem-estar dos dois povos, enquanto contribuiu com uma valiosa estabilidade para um cenário internacional volátil".
A China, disse Xi, valoriza muito o status internacional e a importante influência do Brasil e apoia o país na defesa de sua soberania e independência, na oposição à interferência externa e na contribuição para a manutenção da paz e da estabilidade regionais e mundiais", acrescenta.
Segundo o governo brasileiro, ambos os presidentes concordaram que o Grupo de Amigos da Paz pode desempenhar um papel relevante na retomada das negociações para o fim da Guerra na Ucrânia. Os dois líderes ainda criticaram a incapacidade do Conselho de Segurança das Nações Unidas de responder adequadamente a essas crises e observaram que o próximo ou a próxima Secretária-Geral da ONU enfrentará um cenário internacional particularmente desafiador.
"Nesse contexto, Lula e Xi reiteraram o compromisso de Brasil e China com a defesa do multilateralismo e concordaram em manter estreita coordenação sobre esses e outros temas da agenda internacional no mais alto nível na ONU, nos BRICS e outros fóruns", declarou Planalto.
Na última semana, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) negou pedidos de visto solicitados pelos diplomatas Riley M. Barnes e Samuel Samson, ambos do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Ambos são secretário-assistente e subsecretário-assistente, respectivamente, e viajariam ao país com uma missão de acompanhar o sistema eleitoral brasileiro. Segundo o jornal "The Washington Post", eles foram citados responsáveis por uma estratégia do governo americano para descredibilizar as eleições no Brasil.
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