Política
Publicado em 09/07/2026, às 08h13 Foto: TV Globo/Reprodução Redação Bnews
O presidente do Instituto Rio Metrópole (IRM), Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê, foi preso nesta quinta-feira (9) durante uma operação que investiga um esquema de desvio de recursos públicos da instituição.
O Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou 11 pessoas por organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e contratações e lavagem de dinheiro.
A Operação Unha e Carne cumpre seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão em endereços na capital fluminense, São Gonçalo, na Região Metropolitana, e Teresópolis, na Região Serrana. Cinco pessoas já foram presas, segundo informações do Bom Dia Rio, da TV Globo.
Esquema teria movimentado R$ 86 milhões
De acordo com a denúncia apresentada à 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital, os investigados usaram contratos firmados pelo Instituto Rio Metrópole entre julho de 2022 e maio de 2026 para desviar recursos públicos.
Segundo o Ministério Público, o esquema movimentou R$ 86,28 milhões. A denúncia aponta que valores pagos a duas empresas contratadas pelo IRM eram transferidos posteriormente para o Brazilian Institute of Organics (Instituto BIO), entidade que, segundo a investigação, não tinha estrutura operacional compatível com os valores recebidos. Depois, o dinheiro era sacado em espécie.
Didê é apontado como chefe do núcleo de servidores
O MPRJ afirma que Davi Perini Vermelho, ex-presidente da Câmara de São João de Meriti e atual presidente do IRM, chefiava o núcleo de servidores investigado.
Segundo a denúncia, ele autorizava contratações, firmava contratos e controlava os pagamentos realizados pelo instituto.
Outros denunciados
Também foram denunciados integrantes apontados como participantes do esquema:
Justiça determina medidas contra outros investigados
Para outros denunciados, a Justiça aplicou medidas cautelares diferentes da prisão, como monitoramento eletrônico, comparecimento periódico em juízo e proibição de deixar o país.
São eles:
Segundo a denúncia, Hélio e Gerson, representantes da Engeconsult, e Roberto Accioly Peotta e Roberto Peotta, da R. Peotta, integravam a organização criminosa como particulares que davam suporte ao esquema. As empresas eram contratadas pelo Instituto Rio Metrópole e repassavam recursos para a entidade apontada como de fachada.
Leilson de Souza Nepomuceno, segundo o MPRJ, estava à frente da RioForte, empresa responsável pela escolta armada do dinheiro sacado em espécie.