Política

Presidente do partido de Bolsonaro diz que PF exagerou na operação contra Jaques Wagner

Valdemar Costa Neto afirma que Polícia Federal fez um carnaval nas ações envolvendo o Banco Master  |  Agência Brasil - BNEWS

Publicado em 09/07/2026, às 12h19   Agência Brasil - BNEWS   Anderson Ramos

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou que houve "muito exagero" da Polícia Federal (PF) com as operações contra o senador Jaques Wagner (PT). Ele faz a mesma avaliação com a ação deflagrada contra o também senador e presidente do PP, Ciro Nogueira (PI). 

Ambos foram alvos da Compliance Zero, investigação que apura as fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. A primeira fase da operação, em novembro do ano passado, culminou na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro.

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Exageraram muito na história do Ciro. O Ciro é presidente de um grande partido. Eles podiam ter ouvido o Ciro sem fazer um carnaval. Quer saber outra coisa? No próprio Jaques Wagner. Ele é líder do governo. É um senador. Podiam ter chamado ele para depor", afirmou Valdemar, na quarta-feira (8), em entrevista coletiva após um encontro com frentes parlamentares.

Ciro foi alvo da PF em maio deste ano. Segundo as investigações, ele teria atuado em favor de Vorcaro em troca do recebimento de vantagens indevidas — como mesada de R$ 300 mil, hospedagens no exterior e contas em restaurantes luxo.

No mês passado, foi a vez do petista ser um dos alvos. A investigação aponta a suspeita de que Jaques Wagner teria recebido um apartamento de luxo em Salvador como forma de propina. O nome do senador já havia surgido no contexto do caso Master depois de ter sido revelado que a nora dele recebeu pelo menos R$ 11 milhões do banco.

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