Política

Primeira-dama da França é alvo de assédio e falsas acusações sobre identidade de gênero; Justiça condena envolvidos

Justiça puniu 10 pessoas por assédio cibernético contra primeira-dama  |  Reprodução/ JusBrasil

Publicado em 05/01/2026, às 10h10 - Atualizado às 10h51   Reprodução/ JusBrasil   Bruna Rocha

A Justiça de Paris condenou, nesta segunda-feira (5), dez pessoas por assédio cibernético, conhecido popularmente como cyberbullying, contra a primeira-dama da França, Brigitte Macron. Os réus disseminaram falsas informações de que ela seria uma mulher transgênero.

Segundo a decisão, oito homens e duas mulheres foram considerados culpados por publicar comentários maliciosos sobre o gênero e a sexualidade de Brigitte. Além disso, os acusados também fizeram ataques relacionados à diferença de idade entre ela e o presidente Emmanuel Macron, chegando a insinuar irregularidades contra o chefe de Estado.

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A diferença de 24 anos entre o casal há décadas é alvo de críticas e provocações, que foram ignoradas por anos. No entanto, recentemente, Brigitte e Emmanuel Macron passaram a contestar judicialmente essas alegações.

Segundo a rádio France Info, os condenados receberam penas de até oito meses de prisão com sursis, ou seja, poderão cumprir as punições em liberdade, desde que respeitem as condições impostas pela Justiça.

Brigitte Macron convive há anos com boatos e desinformação, como a alegação falsa de que teria nascido com o nome Jean-Michel Trogneux, que, na verdade, pertence a seu irmão mais velho.

Além desse processo, considerado uma vitória judicial para o casal, os Macron também movem uma ação separada por difamação nos Estados Unidos contra a influenciadora e podcaster conservadora Candace Owens, que igualmente afirmou, sem provas, que a primeira-dama francesa teria nascido homem.

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