Política

Promotora critica alta “exacerbada” nos gastos das prefeituras com o São João

Iniciativas da UPB buscam evitar gastos excessivos e garantir festas que atendam à população sem comprometer recursos.  |  Anderson Ramos / BNews

Publicado em 30/01/2026, às 16h05 - Atualizado às 16h05   Anderson Ramos / BNews   Daniel Serrano

A promotora de Justiça no Ministério Público da Bahia (MP-BA) Rita Tourinho esteve na manhã desta sexta-feira (30) na sede da União dos Municípios da Bahia (UPB), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, para participar de uma reunião com prefeitos do interior do estado para se discutir medidas para limitar os gastos durante as festas de São João.

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Em entrevista coletiva, a promotora disse que foram adotadas iniciativas para garantir a responsabilidade fiscal das administrações municipais.

“O que nós estamos percebendo é um aumento exacerbado dos valores que vêm sendo cobrados pelas bandas no São João. Isso tem chamado, inclusive, a atenção da própria imprensa. Nós não temos nenhum índice inflacionário que dê uma majoração de valor de um ano para outro de 20%, 30%, 40%, 50% ou até 100% como nós estamos tendo. Então, houve essa preocupação da UPB, uma preocupação legítima, justa”, afirmou.

A promotora ainda destacou a iniciativa da UPB em criar parâmetros para a administração pública das cidades do interior da Bahia para evitar gastos excessivos com as festas juninas.

“Veja, não são parâmetros para a iniciativa privada, parâmetros para a administração pública para que possa controlar esses gastos, para que faça uma festa de São João que efetivamente agrade à população, mas que não comprometa recursos que são essenciais para demandas necessárias da população, como saúde, como educação, como infraestrutura”, disse. 

“Não é uma pauta de extinção dos festejos, é uma pauta de regularização e de possibilidade de controle da administração pública no que diz respeito aos gastos, inclusive levando-se em consideração a majoração que está ocorrendo de um ano para outro nos valores que vêm sendo cobrados.

“Não acredito, sinceramente, que haja a possibilidade de colapso. Eu acho que todos, com certeza, tanto a imprensa quanto a população, estão entendendo bem isso”, finalizou.

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