Política

Quem é Manolo Dom: bicheiro barrado pela Lei da Ficha Limpa é apontado como líder de grupo ligado a Vorcaro

Manolo acumula um passado que inclui condenação criminal, atuação no jogo do bicho e uma tentativa de entrar na política que não deu certo  |  Gerado por IA

Publicado em 18/06/2026, às 09h02   Gerado por IA   Rebeca Santos

Conhecido no Rio de Janeiro como Manolo Dom, Manoel Mendes Rodrigues foi apontado pela Polícia Federal como um dos líderes de uma rede clandestina que atuaria em favor da família do banqueiro Daniel Vorcaro.

Ele acumula um passado que inclui condenação criminal, atuação no jogo do bicho e uma tentativa de entrar na política que não deu certo.

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Preso na Operação Compliance Zero, “Manolo” é descrito pela PF como integrante de um núcleo responsável por intimidar, monitorar, perseguir e pressionar pessoas vistas como ameaças aos interesses da família Vorcaro.

De acordo com os investigadores, o grupo comandado por ele tem características de uma organização paramilitar, com pessoal treinado e até fuzis.

Antes de aparecer no centro das investigações, Manoel tentou seguir carreira política. Em 2016, ele concorreu a uma vaga na Câmara Municipal do Rio de Janeiro pelo então Partido da Mobilização Nacional (PMN), atual Mobilização Nacional (Mobiliza), sigla na qual permanece filiado até hoje.

A candidatura foi barrada pela Justiça Eleitoral. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) negou o registro com base na Lei da Ficha Limpa, por causa de uma condenação anterior.

A condenação aconteceu em 2012. Manoel foi condenado pelo crime de associação criminosa em um processo que também teve como réu José Guilherme Cárdia Soares , na época considerado pela PF um dos maiores estelionatários do Sudeste e investigado por fraudes com cartões de crédito.

Na sentença, ele recebeu pena de um ano e nove meses de reclusão, em regime inicial aberto. O processo terminou em 2013, sem possibilidade de novos recursos. Ao analisar o pedido de candidatura em 2016, o TRE-RJ entendeu que Manoel ainda tinha os direitos políticos suspensos, o que impediu sua participação nas eleições.

“Manolo Dom” continuou aparecendo em investigações da PF e da Justiça do Rio. Em 2010, ele já havia sido investigado pela Polícia Federal por suposta participação em bingo clandestino e máquinas caça-níqueis no bairro do Estácio, no Centro do Rio.

Anos depois, ele voltou a ser alvo de investigações mais graves. Segundo a Polícia Federal, Manoel se tornou uma peça importante da chamada “Turma”, um grupo que teria atuado para proteger os interesses da família Vorcaro por meio de monitoramento de adversários, obtenção de informações sigilosas e intimidação de desafetos.

Relatório da PF mostra que Manoel mantinha contato  com Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, inclusive para discutir estratégias jurídicas após fases da Operação Compliance Zero. 

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