Política

Regina Duarte critica STF por piso da enfermagem e diz que se sente 'asfixiada' com perseguição da corte

Regina defendeu a categoria em publicação nas redes, afirmando que os enfermeiros são a linha de frente dos hospitais  |  Antônio Cruz/Agência Brasil

Publicado em 05/09/2022, às 20h53   Antônio Cruz/Agência Brasil   Mônica Bergamo/ Folhapress

A atriz e ex-secretária da Cultura Regina Duarte voltou a dirigir ataques contra magistrados do STF (Supremo Tribunal Federal) -desta vez, ao comentar a suspensão do piso salarial nacional da enfermagem. A decisão, ocorrida no domingo (4), é do ministro Luís Roberto Barroso.

Regina defendeu a categoria em publicação nas redes, afirmando que os enfermeiros são a linha de frente dos hospitais. "A enfermagem não é aquela linha de frente com que o povo brasileiro conta na hora da internação? Na hora do temor da morte?! Por que razão recusar gratidão?", escreveu.

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Luís Roberto Barroso deu 60 dias para que entes da federação, entidades do setor e os ministérios do Trabalho e da Saúde se manifestem sobre a capacidade para que o piso seja cumprido.

A decisão ocorreu no âmbito de uma ação apresentada pela Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços. Segundo o ministro, a entidade apresentou "alegações plausíveis" de possíveis "demissões em massa" com a nova lei.

Ao responder a comentários feitos na publicação que questiona Barroso, Regina Duarte concordou com uma seguidora que questionou o salário de ministros do STF. "O [salário] dele [Barroso] é graúdo e sem dó nem piedade", afirmou a atriz.

A ex-secretária ainda endossou uma afirmação feita por outro seguidor de que os ministros complicam a vida do povo. "Estou me sentindo asfixiada com tanta perseguição", disse ela.

No mês passado, como mostrou a coluna, a atriz já havia acusado integrantes do STF de falta de patriotismo por não cantarem o Hino Nacional com a mão no peito durante a posse de Alexandre de Moraes na presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A lei que criou o piso da enfermagem foi aprovada pelo Congresso após grande pressão da categoria. O presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou a legislação, que agora está suspensa, em 4 de agosto.

A proposta fixava remuneração mínima de R$ 4.750 para enfermeiros. Técnicos em enfermagem deveriam receber 70% desse valor, e auxiliares de enfermagem e parteiros, 50%.

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