Política
Publicado em 27/09/2026, às 19h25 Eduardo Costa / BNEWS Eduardo Costa e Anderson Ramos
O candidato à Presidência da República do Partido Missão, Renan Santos, endossou a fala do presidente da legenda na Bahia, Davi Pirajá, que defendeu que seja feita uma chacina em comunidades periféricas de Salvador, mais precisamente no Bairro da Paz e na localidade do Planeta dos Macacos, em São Cristóvão.
Em conversa com a imprensa depois do ato de campanha na capital baiana neste domingo (27), Renan argumentou que a declaração se referia aos membros do crime organizado e não à população dos bairros.
“As pessoas que moram nas nossas comunidades vivem uma vida opressiva. O crime organizado não permite usar certas marcas de roupa. É um tipo de coisa que quando eu vi, eu achei que era piada. A pessoa fazia um símbolo, botava uma roupa da Adidas e era morta, eu falei que era exagero, mas não era. Eu recebi ameaças depois disso. Então, o que ele falou foi claro, membros das facções que mataram e continuam matando gente aqui, ou ele vai preso, se entrega, ou se resolver combater a força da polícia, ele vai virar história”, afirmou Renan.
Em nota, a ANF disse que a declaração é “absolutamente inaceitável” e ressaltou que a incitação à violência é crime e uma violação a Constituição Federal e aos Tratados Internacionais de Direitos Humanos dos quais o Brasil é signatário. A Agência, cuja sede em Salvador fica no Bairro da Paz, também cobrou investigação dos órgãos competentes sobre a declaração.
Já o JC Bairro da Paz, classificou a declaração como uma “manifestação grave, desumana e incompatível com qualquer debate responsável sobre segurança pública” e defendeu a população dos bairros citados pelo dirigente do Missão.
Na ocasião, Renan Santos também falou sobre o escândalo do Banco Master e lembrou da participação da Bahia no início da fraude bancária. "Começou aqui e a coisa ficou generalizada. O negócio ficou muito, muito feio", resumiu.