Política
Publicado em 30/06/2024, às 18h23 Reprodução Cíntia Kelly
Dois cardeais do PT, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, pregam renovação nos quadros partidários. No entanto, o que se vê é a repetição de ‘velhas’ figuras nas eleições municipais.
Em Camaçari, o ex-deputado Luiz Caetano tenta comandar a cidade pela quarta fez. Aos 69 anos (em setembro fará 70)), Caetano foi a alternativa achada pelo PT para enfrentar, com chances de vitória, o nome ligado ao prefeito Elinaldo Araújo (União Brasil), vereador Flavio Matos.
Caetano foi prefeito de Camaçari três vezes. Uma pelo antigo PMDB, na década de 1980. Outras duas pelo PT. Em 2016 ele também disputou, mas foi derrotado por Elinaldo.
No Sudoeste baiano, o deputado federal Waldenor Pereira tenta o comando de Vitória da Conquista. A cidade foi governada pelo PT durante 20 anos. Em março, Waldenor, que foi deputado estadual, fez 70 anos.
O segundo maior colégio eleitoral da Bahia, Feira de Santana é o ‘alvo’ do deputado federal Zé Neto. O petista disputa pela sexta vez a prefeitura da Princesinha do Sertão. Em abril, o parlamentar comentou 60 anos.
Discurso na contramão da prática
Apesar do discurso de renovação, nem Lula e nem Wagner seguem o que defendem perante a militância. Em 2026, o ex-governador da Bahia disputaráa reeleição aos 75 anos.
“(…)Ninguém é eterno. Eu não sou, Lula não é, ninguém é. Mas a ideia do partido deve ser eterna, espero eu. Para isso, é preciso formar quadros novos, renovar”, afirmou o senador no em março, durante comemoração de 45 anos do partido.
De acordo com o jornalista Hugo Marques, da revista Veja, em reunião no início do mês, o presidente Lula, durante reunião com José Dirceu e o ex-deputado JoséGenoíno, pregou renovação do partido.
O próprio Lula deixou em aberto a possibilidade de disputar a reeleição em 2026, quando terá 81 anos.