Política
Publicado em 04/11/2024, às 09h24 - Atualizado às 09h25 Reprodução / You Tube Yuri Pastori
Tradicionalmente, o Partido Democrata dos Estados Unidos sempre dependeu de que os eleitores comparecessem às urnas. Os pobres, negros e hispânicos têm mais dificuldades de ir até a seção eleitoral. Para o Partido Republicano, isso era uma vantagem.
Mas, nesta eleição, os papéis se inverteram. Agora quem depende de eleitores que têm menos chances de aparecer na seção eleitoral são os Republicanos. O grau de escolaridade passou a ser determinante no pleito americano. O eleitor republicano é formado por brancos sem ensino superior completo, a comunidade empresarial e ganhou espaço entre os negros e hispânicos.
O eleitor democrata está se transformando no partido dos eleitores com maior grau de escolaridade, que moram no subúrbio (nos EUA é onde estão os bairros mais ricos), homens, além de manter força entre negros e hispânicos. Os democratas têm melhor desempenho entre mulheres, eleitores assíduos e que votam em primárias, eleições de meio de mandato e presidenciais.
Kamala Harris e Donald Trump estavam empatados tecnicamente a uma semana da eleição nos Estados Unidos. Um levantamento da pesquisa diária realizada pela TIPP mostra Kamala com 48% das intenções de voto, enquanto Trump tem 47%. A margem de erro do levantamento é de 2,7 %. O pleito, que é o mais acirrado dentre as últimas eleições, está marcado para amanhã, dia 5 de novembro.
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