Política
Publicado em 17/01/2026, às 19h46 Reprodução Rebeca Santos
Um executivo que está sendo investigado por suspeita de lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC) fez a ligação entre a gestora de investimentos REAG e familiares do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), na compra do Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR).
Silvano Gersztel era auxiliar de João Carlos Mansur, que fundou e foi ex-CEO da REAG, na época em que a empresa ia muito bem. Desde agosto deste ano, ele é investigado por participar de fundos de investimento criados pela REAG. Segundo os investigadores, esses fundos serviam para dar uma aparência legal a dinheiro vindo de crimes do PCC.
Em setembro de 2021, dois fundos gerenciados pela REAG e representados por Gersztel Arleen e Leal, compraram uma parte da participação dos familiares de Dias Toffoli no Resort Tayayá.
Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, por essa fatia, os dois fundos pagaram R$ 20 milhões.
O Metrópoles confirmou as informações em documentos da Junta Comercial do Paraná e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Nos registros da Receita Federal, Gersztel aparece como representante legal de dezenas de CNPJs ligados à REAG. Era através desses CNPJs que a empresa administrava os fundos de investimento que agora estão sob investigação.
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