Política
Publicado em 22/10/2026, às 16h42 - Atualizado às 16h53 Reprodução/Redes Sociais Antonio Dilson Neto
O atacante Richarlisonacusa, há algumas semanas, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) e o advogado Willer Tomaz de envolvimento na perda dos direitos sobre uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro. O jogador afirma ter investido cerca de R$ 10 milhões no imóvel em 2020 e sustenta que perdeu a posse após se recusar a negociar a propriedade com o parlamentar.
A disputa voltou a ganhar repercussão nesta quarta-feira (21), quando Richarlison publicou um vídeo nas redes sociais e apresentou documentos relacionados à aquisição do imóvel.
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O atleta questiona a rapidez com que os direitos de ocupação foram concedidos à empresa de Tomaz, advogado e amigo de Flávio. Segundo o jogador, o senador demonstrou interesse na mansão antes de a disputa judicial se consolidar.
Richarlison afirma que, depois de recusar a venda, viu os direitos sobre o imóvel passarem para uma empresa ligada ao advogado.
Flávio Bolsonaro nega ter participado da negociação ou de qualquer irregularidade. Embora tenha visitado o imóvel acompanhado de Tomaz, o senador afirma que não comprou, vendeu ou intermediou negócios relacionados à propriedade.
Ele também já declarou que foi incluído como testemunha em um processo judicial envolvendo a disputa.
Willer Tomaz contesta a versão apresentada pelo atacante e afirma que sua empresa adquiriu legalmente os direitos sobre o imóvel. Segundo o advogado, Richarlison teria comprado a área de pessoas que não eram as legítimas titulares dos direitos.
Tomaz também sustenta que a situação foi analisada pela Justiça e que as decisões favoreceram sua empresa. A disputa judicial, que envolve direitos de posse e ocupação, passou por diferentes instâncias, incluindo o Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O advogado afirma que a aquisição foi realizada com documentação regular e nega ter se apropriado indevidamente do imóvel. A defesa de Richarlison, por sua vez, sustenta que a compra feita pelo jogador foi legítima e questiona a transferência posterior dos direitos.
A controvérsia envolve a Ilha Comprida, em Angra dos Reis, onde fica a mansão que Richarlison diz ter adquirido por aproximadamente R$ 10 milhões.
A disputa não trata necessariamente da propriedade da ilha em si, mas dos direitos de posse e ocupação do imóvel, já que áreas insulares desse tipo podem pertencer à União.
A empresa ligada ao jogador entrou em conflito judicial com a empresa de Tomaz, que obteve decisões favoráveis sobre a posse. O caso voltou ao debate público depois que Richarlison passou a cobrar a devolução do imóvel e a questionar os procedimentos que levaram à transferência dos direitos.
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