Política

Robinson Almeida prevê polarização “sem esconder candidato” após o Carnaval

O petista afirma que não haverá espaço para neutralidade nas próximas eleições, com candidatos se posicionando abertamente.  |  Anderson Ramos / BNews

Publicado em 16/02/2026, às 12h48 - Atualizado às 12h48   Anderson Ramos / BNews   Anderson Ramos e Daniel Serrano

O deputado estadual Robinson Almeida (PT) afirmou que o cenário político deve ganhar intensidade depois do Carnaval. Em entrevista ao BNews durante o tradicional desfile da Mudança do Garcia, o petista disse que a expectativa histórica de retomada mais forte das articulações políticas depois da folia.

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“Tem um ditado popular que tudo na Bahia começa com força depois do Carnaval e a política esse ano não vai ser diferente. Nós já tivemos uma prévia com a presença do presidente Lula aqui em Salvador e isso deu um termômetro da grande popularidade e que a eleição vai ser também polarizada”, afirmou o deputado.

Para Robinson, a presença do presidente Lula no Carnaval de Salvador serviu como um "termômetro" do que está por vir. O petista acredita que a disputa não deixará espaço para neutralidade ou candidatos que tentam esconder seus padrinhos políticos.

“Não vai ter mais aquela situação de se esconder, não mostrar o seu candidato. Agora o jogo é para valer, cada um vai dizer com quem está. A nossa, do governador Jerônimo, é a companhia do presidente Lula, e o outro lado vai estar com a família Bolsonaro, creio que de forma explícita porque João Roma está lá”, disse. 

“Vai ficar fácil para a população decidir se quer continuar com o projeto que está transformando o Brasil e a Bahia, com a parceria Lula e Jerônimo, ou se vai querer alterar o curso dessa história. Estamos preparados, com muita humildade, para uma campanha com muita força e perspectiva de vitória esse ano”, acrescentou

Ainda de acordo com o petista, o início do processo eleitoral não deve interferir no funcionamento da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) no primeiro semestre. Robinson defendeu que não há justificativa para redução do ritmo de trabalho nos próximos meses.

“O aquecimento, eu acho que no primeiro semestre não há justificativa para que os trabalhos sejam impactados. As comissões têm que ser instaladas e funcionar regularmente”, pontuou.

“Em agosto e setembro é natural que, com a campanha oficial instalada, os deputados que são pré-candidatos à reeleição participem mais ativamente e isso desacelere um pouco os trabalhos. Mas, no primeiro semestre, tem que continuar de forma regular, atendendo às expectativas do povo baiano”, finalizou. 

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