Política

Rodrigo Bacellar e TH Joias são indiciados por vazamento de informações ao Comando Vermelho

TH Jóias usava o cargo de deputado na Alerj para ajudar o crime organizado  |  Reprodução / Instagram

Publicado em 27/02/2026, às 11h10   Reprodução / Instagram   Rebeca Santos

A Polícia Federal concluiu as investigações e indiciou o deputado estadual afastado Rodrigo Bacellar, que era presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), e o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Jóias, por suspeita de vazarem informações sigilosas para o Comando Vermelho. Além deles, outras três pessoas também foram indiciadas.

De acordo com a PF, TH Jóias usava o cargo de deputado na Alerj para ajudar o crime organizado. Ele é acusado de participar da compra e venda de drogas, fuzis e equipamentos contra drones que seriam enviados para o Complexo do Alemão.

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A investigação também aponta que ele indicou a esposa de Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio do Lixão, um traficante que já foi preso, para um cargo na Assembleia.

Em nota, o advogado Daniel Bialski, que defende Bacellar, afirmou que "inexiste qualquer elemento probatório para pretender lhe imputar qualquer participação em ilicitude e ou vazamento, ao contrário, só há ilações desamparadas". 

Em dezembro, a Polícia Federal prendeu Bacellar, que ainda era presidente da Alerj na época, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ele era suspeito de ter vazado informações secretas da operação que resultou na prisão de TH Jóias, em setembro.

A PF diz que esse vazamento atrapalhou as investigações da Operação Zargunq, que descobriu ligações de TH Jóias com o Comando Vermelho.

O envolvimento de Bacellar foi identificado depois que a polícia analisou materiais apreendidos nessa operação. Mensagens trocadas entre Bacellar e TH Jóias aparecem como provas do vazamento.

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