Política
Publicado em 07/07/2026, às 10h13 BNEWS Anderson Ramos
O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT), classificou como “frágil” o argumento do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), para justificar os R$ 5,4 milhões recebidos pelo Banco Master.
Em entrevista ao programa Giro Baiana da Rádio Baiana FM (89,3) desta terça-feira (7), o ex-governador defendeu as investigações envolvendo os negócios da instituição criada pelo banqueiro Daniel Vorcaro e cobrou mais explicações de ACM Neto.
Sou a favor de toda a apuração seja do Banco Master ou com qualquer outra apuração, e defendo que as pessoas tenham o direito democrático, legal de se defender, apresentar sua versão. Nessa coisa do Master, aqui na Bahia, até agora, apareceram duas relações, uma delas com o ex-prefeito ACM Neto, que recebeu R$ 5 milhões. Eu vi na última entrevista que ele alegava que, naquele momento, ele não tinha cargo público. Então, me parece um argumento frágil. Eu hoje exerço cargo público? Não. Então eu posso receber R$ 5 milhões do Master? Esse não pode ser considerado um grande argumento”, disse Rui.
O outro nome da Bahia envolvido com o Master é o senador Jaques Wagner (PT), que foi alvo da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes financeiras envolvendo o banco.
A empresa A&M Consultoria Ltda., da qual ACM Neto é sócio ao lado da esposa, foi criada em 28 de dezembro de 2022, poucos meses após o pleito eleitoral daquele ano. O capital social registrado é de R$ 2 mil.
Segundo dados da Receita Federal, a atividade principal da empresa é a prestação de serviços de consultoria em gestão empresarial, além de atuação secundária de apoio à educação.
O Coaf apontou que a empresa recebeu R$ 5,4 milhões do Master entre os anos de 2023 e 2024.
Em nota enviada à imprensa, ACM Neto afirmou que abriu a empresa quando já não ocupava cargo público e que prestou consultoria a diferentes clientes, entre eles o Banco Master e a Reag.
Segundo ele, os serviços foram realizados com contratos formais, pagamento de impostos e reuniões técnicas com as empresas contratantes. O ex-prefeito afirmou ainda que os trabalhos estavam relacionados à análise da agenda político-econômica nacional.
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