Política
Publicado em 04/10/2026, às 09h59 - Atualizado às 10h00 Anderson Ramos / BNews Anderson Ramos e Yuri Pastori
O candidato ao Senado Rui Costa (PT) acompanhou a votação do candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT) no Colégio Luís Viana, em Brotas. Na ocasião, ele avaliou a disputa ao Senado e a previsão de bancadas.
"Eu acho que é prematuro para falar. A eleição de dois votos no Senado [...] tá muito apertada em todo lugar. Porque você faz múltiplas combinações, é diferente de um voto só [...] Eu acho que ainda é cedo para fazer previsão de bancadas [...] Vamos aguardar o final do dia para fazer uma avaliação mais precisa", afirmou.
Rui comentou que considera um “equívoco” fazer pesquisas eleitorais na véspera e no dia da eleição.
"Você fazer na véspera, à noite, avaliação com pesquisa estimulada, eu acho um equívoco. O eleitor, quando está nessa sala aqui, ele não está sendo estimulado por ninguém. Não tem ninguém na frente dele mostrando uma cartela e dizendo: 'Escolha uma aqui, aponte o dedo aqui para um'. [...] Então, o que vale na véspera ou no dia é o espontâneo, é aquilo que ele já tem de opinião. O estimulado serve antes, para medir potencial de voto [...] mas na véspera, no dia, estimulado não serve para nada", disse.
O ex-ministro ainda fez considerações quanto ao cenário eleitoral nacional. Ele discorda que ouve crescimento de Flávio Bolsonaro (PL) na reta final. Rui acredita que há "um delta grande" entre as pesquisas espontânea e estimulada.
"O que vale é a espontânea [...] há um delta grande [...] entre o espontâneo e o estimulado. Digo um delta grande para esse padrão acirrado de disputa. Então ali, como a diferença para ter ou não segundo turno tá de 2%, tudo pode acontecer na eleição de hoje, acho que tá em aberto a eleição nacional", declarou.
"No nacional [...] é o chamado voto útil, é migração de um voto anti-Lula que estava com vergonha de votar em alguém que tem características de ser miliciano, estava votando em Ciro, estava votando em Caiado, e na reta final uma parte desse eleitor migra para Lula mesmo não gostando, e outra parte migra para Bolsonaro. É evidente que Bolsonaro tem uma tendência maior a levar um pouco mais desse eleitor anti-Lula do que o próprio Lula", disse.
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