Política
Publicado em 08/09/2026, às 09h39 Jaques Wagner, André Mendonça e Andrei Rodrigues - Devid Santana/Bnews, Luiz Roberto/TSE e Divulgação Eduardo Costa
O senador e candidato à reeleição, Jaques Wagner (PT), comentou nesta terça-feira (8) sobre a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, por conta da sua relação com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Durante sabatina do BNews, Wagner afirmou que Mendonça "não pode tudo" e que "não acha bom" a decisão do magistrado.
Essa briga já vem acontecendo algum tempo, o ministro André Mendonça, segundo a corporação externada pelo Andrei, ultrapassou várias vezes uma linha de condução, evidentemente que ele é ministro, mas no Brasil ninguém pode tudo, todo mundo pode até onde a lei e a constituição determina, então na minha opinião houve esse enfrentamento dos dois", disse o petista.
"Eu não sei se ele tem essa capacidade de determinar o afastamento, eu vou analisar que estou ouvindo agora de você, eu pessoalmente não acho bom, quando as instituições começam a colidir, é ruim para o estado brasileiro. Estamos precisando é de serenidade para investigar e punir todo mundo que cometeu delito, agora não dá para ficar o bate boca entre as autoridades, até dentro do Supremo, porque a Constituição fala de harmonia nos poderes", afirmou.
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Wagner criticou ainda a situação, definindo como "confusão" que, segundo ele, ajuda a "eleger malucos". O senador utilizou como exemplo a eleição de Jair Bolsonaro em 2018.
Jogando confusão na cabeça das pessoas e eu quero dizer que muitas vezes se joga confusão na cabeça das pessoas porque no desalento as pessoas vão votar em qualquer maluco, então alguns acham que quanto mais confusão melhor para eles, porque vai na confusão dizer 'só bota o maluco aí pra ver se resolve' já botaram um que foi o ex-presidente que hoje tá preso", declarou.
"Maluco não vai resolver o problema do Brasil, nós precisamos de pessoas sensatas, serenas e com história na política e na vida pessoal", afirmou.
Afastamento do diretor-geral da PF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, deteminou nesta terça-feira (8), o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Além de Andrei, Mendonça também determinou o afastamento do diretor de Inteligência Policial Leandro Almada da Costa. O ministro também solicitou a convocação de uma sessão virtual da Corte para refrendar a decisão monocrática.
O afastamento ocorre em meio à crise instaurada no STF com a divulgação de um relatório da Polícia Federal (PF) que mostra a relação de ministros com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, assim como a relação desgastada entre Mendonça e Andrei já que há delegados da PF que atuam nos gabinetes dos ministros da Suprema Corte.
"O afastamento preventivo dos senhores Andrei Augusto Passos Rodrigues e Leandro Almada da Costa dos cargos de Delegado e Diretor-Geral da Polícia Federal e de Delegado e Diretor de Inteligência Policial da Polícia Federal, respectivamente", diz um trecho da decisão de Mendonça a que o Bnews teve acesso.
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