Política
Publicado em 01/09/2026, às 09h26 João Roma - Devid Santana/Bnews Eduardo Costa
O candidato ao Senado pela Bahia, João Roma (PL), afirmou nesta terça-feira (1) que é a favor do fim da escala 6x1, no entanto, criticou o que definiu como "utilização eleitoral" da pauta.
Sou a favor, já fiz essa afirmação. Isso é muito importante porque existem outros componentes na economia e na sociedade. Nós queremos uma sociedade saudável, onde a pessoa possa ter mais tempo com a sua família", disse Roma durante a sabatina do Bnews.
"A reticência que nós temos em relação a isso é a mera utilização eleitoral. Entra a eleição, sai a eleição, o pessoal fica buscando propostas populistas para tentar, para tentar iludir a nossa população", declarou.
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O candidato apontou uma “hipocrisia” do governo Lula (PT) em permitir o avanço das bets no Brasil, porém, ao mesmo tempo, propõe a diminuição da escala de trabalho.
Uma pessoa que propõe isso, mas regulamenta as bets para meramente fazer mais arrecadação para o governo e se esquece de proteger as famílias, os nossos adolescentes, pais e mães de família que muitas vezes são tragados por esses aplicativos, deixando a família em situação muito delicada, não pode ser um governo que tá responsável e preocupado com o nosso povo", afirmou.
"Eu creio na sabedoria do nosso povo e sei que as pessoas estão conseguindo discernir, ver quem, de fato, tem uma conversa muito bonita, mas uma prática política bem diferente. Porque a pessoa que, por um lado, propõe isso, mas também quer aumento de impostos, ele não está torcendo para que a nossa economia avance", disse.
Empréstimo do governo do Estado
O candidato também minimizou os empréstimos feitos pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) ao longo da sua gestão, porém, criticou a falta de ajuste fiscal do governo do Estado.
Empréstimos para os entes públicos — municípios, estados e governo federal —, não são um mal por si só. O que é realmente muito frustrante quando a gente olha para o estado da Bahia é porque você vê outros estados — inclusive vizinhos aqui ao estado da Bahia — tomando providências, fazendo ajustes fiscais e plantando esses recursos de forma organizada, de forma producente, com infraestrutura, com atividades de base. No estado da Bahia, você não vê isso", afirmou.
"Até mesmo para você tomar um empréstimo e fazer a implantação desses recursos, é preciso competência, é preciso trabalho. Nenhum organismo internacional, pessoal, vai entregar dinheiro para qualquer estado que não tenha gerência, que não tenha empresas de projeto, que as coisas não estejam muito bem explicadas para que esse dinheiro seja aplicado", disse.
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