Política
Publicado em 28/07/2024, às 07h28 - Atualizado às 07h57 Ricardo Stuckert/PT Cadastrado por Daniel Serrano
O PT vem analisando com cautela a possibilidade de ter a atual primeira-dama Janja da Silva como sucessora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma disputa eleitoral. A informação é da coluna de Guilherme Amado, no site Metrópoles.
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A possibilidade de disputar o Palácio do Planalto já foi negada publicamente pela primeira-dama, mas ainda cogitada por integrantes do governo.
De acordo com a publicação, uma conversa formal sobre uma candidatura de Janja nunca ocorreu, mas o tema vem sendo debatido por integrantes do PT com mandatos, em altos cargos do governo ou assentados na burocracia partidária. Apesar disso, ainda não se existe quem defenda o nome da primeira-dama como candidata do partido em 2026 ou em 2030 ao Planalto.
Ainda segundo o colunista, uma ala do PT acredita que, apesar das negativas, Janja continua sonhando em ser a escolhida por Lula para a disputa.
Um interesse da primeira-dama em entrar na política, com Lula ainda no cargo, precisaria passar pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Isso porque o artigo 14 da Constituição proíbe que cônjuges e parentes até o segundo grau de titulares de cargos no Executivo disputem eleições na mesma jurisdição. A exceção é em caso de reeleição.
No entanto, em 2002, a então primeira-dama do Rio de Janeiro, Rosinha Garotinho, conseguiu uma autorização do TSE para disputar a sucessão do marido, Anthony Garotinho. Na oportunidade, o tribunal eleitoral entendeu que o impedimento só ocorreria caso o próprio Garotinho estivesse concorrendo à reeleição.
Garotinho ainda estava em seu primeiro mandato e abriu mão de disputar a reeleição para concorrer à Presidência. Com isso, o TSE permitiu que Rosinha disputasse o governo do Rio de Janeiro.
Com isso, a aposta para Janja poderia seguir o caso dos Garotinho e disputar a Presidência em 2026 se Lula abra mão da reeleição e se desincompatibilizasse do cargo com pelo menos seis meses antes do pleito. Outra possibilidade é a primeira-dama disputar o Planalto em 2030, com Lula já reeleito e sem poder mais concorrer ao cargo.
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