Política
Publicado em 04/10/2026, às 07h37 Saulo Cruz/Agência Senado e Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil Yuri Pastori
Os doadores das campanhas de Lula (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições de 2026 têm perfis diferentes. Segundo levantamento da coluna Igor Gadelha, do portal Metrópoles, com dados colhidos no sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Flávio recebeu doações principalmente de empresários e de produtores ligados ao agronegócio, seguido por setores como energia, varejo e indústria têxtil.
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Empresários do agronegócio, Walter Schlatter, Ernst Ferter, Peter Ferter, Paulo Junqueira, Inacio José Webler, Beny Maria Haddad e Antonio Morais dos Santos Junior, juntos doaram pelo menos R$ 1,5 milhão à campanha do candidato do PL. Os irmãos Flávio, Lisiane e Elvio Gurgel Rocha, ligados ao grupo Riachuelo/Guararapes, doaram juntos R$ 415 mil.
Marco Antonio Branquinho Junior e Marcel Yoshimi Imaizumi, ligados à Vicunha Têxtil, enviaram R$ 225 mil aos cofres da campanha do filho de Jair Bolsonaro. Empresário do setor de energia e combustíveis, Erasmo Carlos Battistella, fundador e CEO da Be8, doou R$ 500 mil a Flávio. Rodrigo de Almeida Pizzinatto, presidente da Ultrapar, contribuiu com R$ 100 mil.
O presidente do grupo farmacêutico União Química, Fernando de Castro Marques, doou R$ 500 mil. Humberto Gabriel Cantu, ligado ao setor de pneus e distribuição automotiva, desembolsou R$ 100 mil.
O maior doador de Lula é Erasmo Battistella, que contribuiu com R$ 500 mil, mesmo valor que doou para Flávio. Pedro Pereira de Freitas, presidente da seguradora Allseg, deu R$ 90 mil.
Na lista de doadores de Lula, há integrantes do governo, políticos, dirigentes de estatais, advogados e acadêmicos. Miriam Belchior (Casa Civil) contribuiu com R$ 27,9 mil; Alexandre Padilha (Saúde), com R$ 25 mil; Luiz Marinho (Trabalho e Emprego), com R$ 24 mil; Esther Dweck (Gestão), com R$ 20 mil; e José Guimarães (Relações Institucionais), com R$ 13 mil.
Luiz Sérgio (PT-RJ), ex-deputado federal e ex-ministro, doou R$ 17 mil. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, doou R$ 20 mil. Jones Alexandre Barros Soares, diretor da Transpetro, deu R$ 40 mil.
Fernando Paes de Carvalho, ex-diretor da Petros, doou R$ 17 mil. Maria Fernanda Ramos Coelho, ex-presidente da Caixa e atual diretora do BNDES, desembolsou R$ 7 mil.
O advogado Marco Aurélio de Carvalho, fundador do grupo Prerrogativas, doou R$ 50 mil. Rabih Nasser, professor da FGV Direito SP e especialista em direito empresarial e comércio internacional, contribuiu com R$ 15 mil.
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