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Política

Saiba quem é o novo CEO da Mota-Engil, empresa ligada a construtora citada em caso envolvendo Lulinha

A empresa enfrenta alegações políticas envolvendo Lulinha, mas mantém foco em sua atuação no setor de infraestrutura no Brasil  |  Divulgação

Publicado em 27/10/2026, às 22h00 - Atualizado às 22h19   Divulgação   Analu Teixeira

Pedro Pereira é o novo CEO da Mota-Engil Brasil, empresa portuguesa que amplia sua atuação no setor de infraestrutura brasileiro e tem participação em grandes projetos na Bahia. O executivo, que antes comandava as operações da companhia na Nigéria, assume o posto em meio à expansão dos negócios do grupo no país.

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A Mota-Engil ganhou espaço no noticiário político após a empresária Roberta Luchsinger afirmar que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teria atuado para favorecer contratos da Empresa Construtora Brasil (ECB) com o governo federal.

A construtora é controlada integralmente pela Mota-Engil desde 2025. A alegação foi divulgada em entrevista à CNN Brasil, mas não deve ser tratada como comprovação de irregularidade.

Quem é Pedro Pereira, novo CEO da Mota-Engil Brasil?

Pedro Pereira integra o grupo Mota-Engil desde 2001, quando iniciou a carreira na companhia como estagiário. Ao longo de mais de duas décadas, passou por diferentes funções e operações internacionais até chegar ao comando da unidade brasileira.

Antes da mudança, o executivo era CEO da Mota-Engil Nigéria. Sua chegada ao Brasil ocorre em um momento de crescimento da participação do país nos negócios globais da companhia. No primeiro semestre de 2026, o mercado brasileiro representava cerca de 14% da carteira global de projetos de engenharia e construção do grupo.

Fundada em Portugal, em 1946, a Mota-Engil atua nos setores de engenharia, construção e concessões de infraestrutura, com operações em mais de 20 países. A família Mota é sua principal acionista, com aproximadamente 40,3% do capital, seguida pela estatal chinesa China Communications Construction Company (CCCC), com cerca de 31%.

Empresa tem participação em grandes obras na Bahia

A atuação da Mota-Engil no estado inclui a concessão da Rota dos Sertões, corredor rodoviário de aproximadamente 502 quilômetros entre Feira de Santana, na Bahia, e Salgueiro, em Pernambuco. O contrato tem duração de 30 anos e prevê investimentos estimados em R$4,1 bilhões em obras de ampliação e modernização das rodovias.

O grupo também integra o consórcio responsável pelo Trecho 3 do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Salvador, que prevê a ligação entre Águas Claras e Piatã.

Outro negócio em negociação envolve a possível aquisição da Bahia Mineração (Bamin). A operação pode incluir ativos relacionados ao primeiro trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), ao Porto Sul, em Ilhéus, e à mina Pedra de Ferro, em Caetité. A conclusão depende dos desdobramentos das negociações e das aprovações necessárias.

Qual é a relação da empresa com o caso envolvendo Lulinha?

A ligação com o caso político passa pela Empresa Construtora Brasil (ECB), que atua em obras de infraestrutura pesada, rodovias, ferrovias, saneamento e projetos industriais. A Mota-Engil adquiriu inicialmente 50% da construtora, em 2012, e comprou a participação restante em maio de 2025.

Em entrevista à CNN Brasil, Roberta Luchsinger afirmou que Lulinha teria atuado para aproximar a ECB de contratos com o governo federal. Ela também disse que Amauri Rodrigues Pinha, presidente do conselho de administração da construtora, é vizinho do filho do presidente.

As declarações colocaram a empresa no debate político, mas a suposta atuação de Lulinha em favor da construtora precisa ser apresentada como alegação atribuída à empresária, e não como fato comprovado. A relação societária entre a Mota-Engil e a ECB, por sua vez, é um dado empresarial que ajuda a explicar por que o grupo português passou a ser citado no caso.

Classificação Indicativa: Livre


TagsLuiz Inácio Lula da SilvalulinhaMota-EngilMota-engil brasilptRoberta Luchsinger