Política
Publicado em 27/07/2026, às 15h14 - Atualizado às 15h15 Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil Daniel Serrano
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, defendeu nesta segunda-feira (27) a democracia brasileira e afirmou que “ninguém” deve “interferir e fragilizar” as instituições do país. A declaração foi feita durante a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Sem citar diretamente nomes de líderes ou governos estrangeiros, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alvo de acusações de tentativa de interferência nas eleições brasileiras, a ministra ressaltou que cabe exclusivamente aos brasileiros decidir os rumos do país.
“Há que haver espaços como este, reuniões como esta, que dão a demonstração daqueles vetores, daqueles temas mais importantes para que a gente caminhe e fortaleça a democracia no Brasil e em todos os lugares do mundo. Para que ninguém queira também interferir e fragilizar a nossa democracia, que somos nós que temos que falar o que é para nós o Brasil que nós queremos, que nós temos por merecer e que construir”, disse.
A ministra também defendeu as urnas eletrônicas. De acordo com a magistrada, a população vota por meio de um sistema “seguro, transparente” e “auditável”.
“E é pela mão do povo que nós decidimos o que queremos. No caso brasileiro, muito mais que a gente nem precisa da mão, mas do toque de um dedo na nossa urna eletrônica segura, transparente, auditável (sic), do povo. Do povo brasileiro, na urna brasileira, feita para o Brasil, assumida pelo povo”, disse Cármen, em referência ao livro recém-lançado por ela, Pela Mão do Povo.
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