Política
Publicado em 06/11/2026, às 19h11 - Atualizado às 19h33 José Cruz / Agência Brasil - Presidente do Paraguai, Santiago Peña - José Cruz / Agência Brasil Héber Araújo
O Senado do Paraguai aprovou, nesta sexta-feira (6) o impeachment do presidente Santiago Peña, acusado de envolvimento no escândalo do Banco Ueno, que fechou as portas na terça-feira (3). A decisão do Senado ocorre um dia após a Câmara de Deputados do país também aprovar a derrubada do presidente.
Peña deveria comparecer ao Congresso para se defender antes da votação no senado, mas preferiu enviar seus advogados como representantes. Ele também havia afirmado que pretendia renunciar ao cargo, mas sua renúncia deveria ser aprovada pelos parlamentares, já que sua saída geraria um cargo vitalício no congresso paraguaio, além de imunidade.
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A aprovação do impeachment ocorreu de forma unânime, assim afastando Peña do cargo, além de suspender todas as garantias constitucionais as quais teria se tivesse renunciado. O economista de 47 anos se dizia como um dos líderes da direita sul-americana. Os advogados do presidente que sofreu o impeachment já afirmaram que vão contestar a decisão do Congresso.
Banco digital mais popular do Paraguai, onde estavam depositados cerca de US$ 850 milhões — equivalente a R$ 4,6 bilhões na cotação atual — fechou as portas na terça-feira (3), após se tornar alvo de problemas financeiros e investigações. O Banco Central do país determinou o impedimento do acesso a todo o dinheiro depositado no banco.
A crise do banco se agravou após o índice de solvência, que é o indicador que mede a capacidade de uma instituição financeira cumprir com todas as suas obrigações, cair para menos da metade do exigido.
O Ministério Público Federal pediu uma investigação criminal e determinou a prisão de oito pessoas ligadas ao banco.
Matéria em atualização*