Política

Sidônio defende Glauber e chama cassação de injustiça: “Vai lutar até conseguir”

O protesto começou após o Conselho de Ética aprovar, por 15 votos a 3, a cassação de Glauber  |  Leandro Rodrigues/ASCOM-Sâmia Bomfim

Publicado em 12/04/2025, às 21h33 - Atualizado às 21h37   Leandro Rodrigues/ASCOM-Sâmia Bomfim   Redação Bnews

O ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Sidônio Palmeira, manifestou apoio ao deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) neste sábado (12), durante visita ao parlamentar que permanece em greve de fome nas dependências da Câmara dos Deputados. Glauber protesta contra a decisão do Conselho de Ética da Casa, que votou por sua cassação na última quarta-feira (9).

“Viemos aqui para manifestar a nossa solidariedade. É mais uma luta dele, ele sempre determinado. Ele está bem, está forte, e disposto a continuar até conseguir seu objetivo: continuar como deputado, como capital do Atlântico. Ele sempre esteve aqui, lutando e representando seus calvos populares. Agora, pretende combater essa injustiça e vai até o fim para permanecer na Câmara”, afirmou Sidônio em entrevista à imprensa.

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Acompanhado da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e do líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, Sidônio reforçou o apoio institucional ao parlamentar do PSOL, que já acumula 84 horas de jejum, ingerindo apenas água, água de coco e isotônicos. Segundo o partido, Glauber dorme cerca de quatro horas por noite.

O protesto começou após o Conselho de Ética aprovar, por 15 votos a 3, a cassação de Glauber por conduta incompatível com o decoro parlamentar. Ele é acusado de agredir um integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) durante uma confusão no Congresso Nacional, em 2024. O PSOL classifica o processo como uma “articulação golpista” e uma retaliação do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), por denúncias feitas pelo deputado no escândalo do orçamento secreto.

A ministra Gleisi Hoffmann considerou a decisão “injusta e desproporcional”. Já Lindbergh Farias afirmou estar dialogando com líderes partidários para buscar uma saída para o impasse.

Glauber ainda pode recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Caso o recurso seja rejeitado, o processo segue para votação no plenário da Câmara, onde são necessários ao menos 257 votos para que a cassação seja confirmada.

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