Política
Publicado em 15/07/2026, às 05h30 Divulgação Redação Bnews
O empresário Lázaro de Carvalho Nunes, citado nas investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), órgão do Ministério Público da Bahia (MP-BA), como peça central em grupo empresarial que fraudava licitações na Prefeitura de Salvador é sócio-administrados de duas empresas: a LN Distribuidora e Comercio LTDA e a Lcj Patrimonial Ltda. A primeira é, inclusive, citada nas investigação do Ministério Público.
As investigações do MP-BA apontou que licitações foram fraudadas e desviadas por um grupo criminoso que atua na Prefeitura de Salvador há pelo menos oito anos na administração municipal.
O núcleo empresarial era capitaneado por proprietários e gestores de um conglomerado de empresas, entre as quais figuram G3 Polaris Serviços Eireli, MP2 Construções Eireli, LN Distribuidora e Comércio Ltda., Podium Distribuidora Ltda. e WLSP Logística e Transportes Eireli.
Na decisão da Justiça, a juíza Martha Carneiro Terrin e Souza, da 3ª Vara das Garantias de Salvador, apontou que tais pessoas jurídicas seriam utilizadas alternadamente nos certames licitatórios para conferir aparência de competitividade e legalidade às contratações direcionadas. Todas as empresas tinham algum elo, de acordo com a denúncia, com Lázaro de
Carvalho Nunes, empresário apontado pela operação como a liderança principal do conglomerado.
A LN Distribuidora e Comércio Ltda, que tem como nome fantasia "LN Transportes Log", tem como atividade principal "transporte rodoviário coletivo de passageiros, sob regime de fretamento, intermunicipal, interestadual e internacional". A empresa foi fundada em fevereiro de 2006 e tem capital social de R$ 4 milhões. Segundo o MP, a LN Distribuidora e Comércio recebeu, em contratos com a Prefeitura de Salvador, R$ 45.402.729,70 entre 2015 e julho de 2026.
As cinco empresas investigadas receberam neste período mais de R$ 321,1 milhões. A G3 Polaris Serviços, R$ 124.839.733,73; a Podium Distribuidora, R$ 85.496.159,40; a LN Distribuidora e Comércio, R$ 45.402.729,70; a WLSP Logística e Transportes, R$ 37.673.075,97; e a MP2 Construções, R$ 27.751.575,09.
A soma alcança R$ 321.163.273,89. A G3 Polaris e a Podium Distribuidora concentram aproximadamente 65,5% do total, com R$ 210,3 milhões recebidos no período analisado.
Já a Lcj Patrimonial Ltda, também administrada por Lázaro, não surge nas investigações do Gaeco/MP-BA. A empresa foi fundada em outubro de 2020, atua com aluguel de imóveis próprios e tem capital social de R$ 100 mil.
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