Política
Publicado em 22/07/2026, às 10h32 Raul Spinassé Redação
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reagiu às declarações de Flávio Bolsonaro de que as urnas eletrônicas brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic, o que é falso.
O pré-candidato falou sobre o assunto a uma plateia estrangeira, formada por diplomatas de outros países. Em 2022, o então presidente Jair Bolsonaro, que era candidato à reeleição, fez declarações falsas semelhantes a embaixadores estrangeiros. Um ano depois, foi condenado pelo TSE, que o tornou inelegível por oito anos, até 2030, por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.
De acordo com a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, o ministro Kassio Nunes Marques decidiu não reagir diretamente, mas autorizou a divulgação do mesmo comunicado de 2022 usado para desmentir Bolsonaro.
O texto do TSE diz que "são falsas as mensagens que circularam nas redes sociais segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil. Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país" [leia a íntegra abaixo].
Em uma reunião realizada com diplomatas na terça-feira (21), Flávio Bolsonaro afirmou que, segundo um relatório da CIA divulgado na semana passada, a Smartmatic estaria envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012. A agência de inteligência dos EUA diz que a ideia era alterar votos por meio da programação das urnas.
O filho de Bolsonaro disse que não coloca em dúvida o processo eleitoral brasileiro. No encontro, ele convida observadores internacionais a acompanharem as eleições de outubro. Flávio alega que a prática é adotada em diversas democracias e reforça a transparência no sistema eleitoral.