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Política

TSE determina remoção de vídeo fake postado por Flávio e Tarcísio que ataca ato do PT

Ministro entendeu que imagens foram utilizadas fora de contexto  |  Reprodução / Vittor Sales - Campanha de Flávio Bolsonaro

Publicado em 12/10/2026, às 21h09   Reprodução / Vittor Sales - Campanha de Flávio Bolsonaro   Anderson Ramos

O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta segunda-feira (12) a retirada das redes sociais de um vídeo gravado no Chile associado à manifestação em apoio ao presidente Lula (PT), realizada no domingo (11), na Avenida Paulista, em São Paulo.

A decisão atende parcialmente a um pedido da coligação de Lula, que acusa os aliados do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) de disseminar informações falsas para atacar os participantes do ato.

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Na ação judicial, o ministro cita Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro (PL), Pablo Marçal e o deputado federal Rony Gabriel (PL-RS). Os quatro terão 24 horas, a partir da intimação, para remover as publicações identificadas pela Justiça Eleitoral. Embora também tenha postado o vídeo, o governador São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) não foi citado no processo.

Entenda o caso

Segundo a ação apresentada pela campanha de Lula, as publicações utilizaram imagens de uma mulher de cabelos vermelhos, apresentadas como se mostrassem consumo de cocaína durante a manifestação. O vídeo, porém, já havia sido publicado em 10 de outubro por um perfil no Chile, um dia antes do protesto na Paulista.

De um lado, brasileiros que foram às ruas de verde e amarelo, com suas famílias, defendendo o futuro do nosso país. Do outro, cenas de vandalismo, depredação e intolerância. São duas formas muito diferentes de se manifestar. A democracia garante o direito de protestar, mas nunca o direito de destruir. O Brasil precisa de paz! 🇧🇷

— Tarcísio Gomes de Freitas (@tarcisiogdf) October 12, 2026

Bellizze considerou que a utilização das imagens fora de contexto poderia levar o público a acreditar que a cena havia ocorrido durante a manifestação pró-Lula. Para ele, a montagem apresenta indícios suficientes para justificar a retirada imediata das publicações.

O ministro limitou a ordem aos responsáveis por publicações que reproduziram o vídeo gravado no Chile. Postagens de outros representados, como Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato, não foram incluídas na determinação, por utilizarem imagens reais da manifestação sem o trecho questionado.

A Plataforma Meta deverá retirar a publicação específica, caso o responsável não cumpra a determinação, e fornecer dados cadastrais para permitir sua identificação. A ordem também envolve a plataforma X, dentro dos limites das publicações identificadas no processo.

Classificação Indicativa: Livre


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