Política

URGENTE: PF bate à porta de Bolsonaro em operação para localizar armas e munições

Mandado determinado pelo ministro Alexandre de Moraes teve como objetivo localizar armas, munições, acessórios e documentos de registro  |  Arquivo / Agência Brasil

Publicado em 08/07/2026, às 09h18 - Atualizado às 09h25   Arquivo / Agência Brasil   Redação Bnews

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo de um mandado de busca e apreensão em sua residência nesta quarta-feira (8). A ação da Polícia Federal (PF) teve como objetivo localizar armas, munições, acessórios e documentos de registro, segundo informou a defesa do ex-mandatário. O advogado João Henrique de Freitas afirmou que a ordem foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes.

De acordo com a defesa, nenhum armamento foi encontrado durante a operação. O advogado afirmou que os locais onde as armas estavam já haviam sido informados previamente aos órgãos responsáveis.

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"Acabo de sair da residência do Pres. @jairbolsonaro após acompanhar mais uma BUSCA E APREENSÃO da Polícia Federal, determinada pelo Ministro Alexandre de Moraes. O mandado buscava armas, munições, acessórios e documentos de registro. A defesa já havia informado previamente o paradeiro de todas as armas. Resultado: nada foi encontrado. É lamentável que um ex-Presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação", escreveu Freitas nas redes sociais.

Defesa informou paradeiro de armas
Na terça-feira (7), os advogados de Bolsonaro comunicaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) que uma das armas do ex-presidente, que não havia sido localizada no Batalhão de Polícia do Exército de Brasília, estava no Rio Grande do Sul.

Segundo a defesa, a arma é uma espingarda Maestro Armas Company, calibre 12, que teria sido um presente dado ao ex-chefe do Executivo. O armamento estaria em uma loja em Caxias do Sul e, conforme os advogados, nunca teria sido retirado do local.

Inicialmente, a defesa havia informado que a arma também estava sob custódia do Exército.

Os advogados sustentam que a espingarda não chegou a ser encaminhada ao Exército e permanece sob guarda de uma empresa importadora de artigos bélicos. A defesa sugeriu que Alexandre de Moraes oficie a empresa para confirmar a custódia do armamento e organizar a apresentação à PF.

Pistola Glock está com Polícia Civil
Na noite de terça-feira, a defesa acrescentou que outra arma que não havia sido localizada, uma pistola Glock, está em poder da Polícia Civil após ter sido apreendida durante uma blitz.

Ao todo, dez armas estão registradas em nome de Bolsonaro, conforme decisão de Moraes que cassou o porte de arma do ex-presidente.

Em resposta ao despacho, a defesa afirmou inicialmente que oito armas estavam sob guarda do Exército e que duas já haviam sido entregues à Polícia Federal em 2023, em cumprimento a uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU).

O Exército informou, porém, que estava apenas com seis armas do ex-presidente, que já foram entregues à PF. Sobre os outros dois armamentos, a defesa afirmou que a espingarda está na importadora de armas no Rio Grande do Sul e que a pistola Glock está com a Polícia Civil.

Veja onde estão as armas de Bolsonaro
Pistola Forjas Taurus .380 — estava no Exército e foi entregue à PF;
Pistola Forjas Taurus .40 — estava no Exército e foi entregue à PF;
Carabina/Fuzil Springfield Armory — estava no Exército e foi entregue à PF;
Espingarda Typhoon — estava no Exército e foi entregue à PF;
Pistola Arex — estava no Exército e foi entregue à PF;
Pistola SIG-Sauer — estava no Exército e foi entregue à PF;
Espingarda Maestro Arms Company — está na importadora de artigos bélicos no Rio Grande do Sul;
Carabina/Fuzil Caracal — já estava com a PF desde 2023, segundo a defesa;
Pistola Caracal — já estava com a PF desde 2023, segundo a defesa;
Pistola Glock — está com a Polícia Civil após ser apreendida com um militar em blitz no Distrito Federal.

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