Política

Venezuelanos vão às ruas após prisão de Maduro; manifestações reúnem apoiadores e críticos da ação militar

Prisão de Nicolás Maduro provoca manifestações na Venezuela  |  Reprodução/Redes sociais

Publicado em 03/01/2026, às 17h15 - Atualizado às 17h40   Reprodução/Redes sociais   Bruna Rocha

Após a prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por ordem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, centenas de venezuelanos tomaram as ruas de Santiago, no Chile, em manifestações de apoio e outros em contra à captura do mandatário e de sua esposa, Cilia Flores.

Com gritos como “Obrigado, Chile”, uma multidão de venezuelanos fechou vias da capital chilena. Os manifestantes também exibiam bandeiras com as cores da Venezuela.

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Enquanto isso, moradores de Caracas, a capital da Venezuela, mobilizaram-se na Avenida Urdaneta, perto do Palácio de Miraflores, sede do poder executivo, para demonstrar sua defesa à soberania nacional e sua rejeição à interferência, após o ataque que deixou um número indeterminado de civis mortos. 

Durante o protesto, Mariela Machado pediu que organizações internacionais reajam ao que considera mais um ato injusto do governo dos Estados Unidos, que, segundo ela, tenta agir como “policial do mundo” e impor sua própria agenda a outros países. Mariela afirmou que isso estaria sendo feito acima de projetos sociais e de libertação.

Em seu discurso, ela disse ainda que a Venezuela, que chama de “pátria bolivariana”, é um país de paz e defendeu que o presidente, eleito pelo povo venezuelano, estaria disposto a proteger esse projeto político até o fim. As informações são do teleSURtv.net, jornal local.

#ENVIDEO📹 | Pueblo de #Venezuela 🇻🇪 sale a las calles en denuncia a la agresión militar de #EEUU 🇺🇸 en el país y exige prueba de vida del presidente Nicolás Maduro y la primera dama Cilia Flores pic.twitter.com/WOEXswJ786

— teleSUR TV (@teleSURtv) January 3, 2026

O que aconteceu 

A ofensiva dos Estados Unidos foi coordenada e ocorreu na madrugada deste sábado (3), por volta das 3h (horário de Brasília). Segundo as informações divulgadas, a localização do presidente venezuelano teria sido rastreada pela CIA, após autorização do presidente Trump para a realização de atividades secretas no país meses antes.

Maduro foi preso para ser julgado nos Estados Unidos, de acordo com um senador republicano que afirmou ter conversado com o secretário de Estado Marco Rubio. Mais tarde o presidente confirmou a informação. “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua esposa”, afirmou o chefe de Estado norte-americano.

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Segundo a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, os Estados Unidos já formalizaram denúncias por narcotráfico contra o presidente venezuelano.

A procuradora-geral utilizou a rede social X para afirmar que Maduro e Cilia Flores enfrentarão “todo o rigor da lei” em solo americano, perante tribunais dos Estados Unidos, indicando que a custódia do casal já é considerada uma realidade jurídica para Washington.

De acordo com Pam Bondi, o processo tramitará no Distrito Sul de Nova York e se baseia em quatro acusações criminais:

Conspiração para posse de armamento pesado: articulação para adquirir e manter arsenais de guerra com o objetivo de sustentar operações de narcotráfico internacional.

Classificação Indicativa: Livre


TagsEstados UnidosnarcotráficovenezuelacocaínasantiagoNicolás MadurobnewsMarco rubio

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