Política
Publicado em 23/07/2026, às 07h12 Divulgação Yuri Pastori
A vereadora de Mogi das Cruzes (SP) Malu Fernandes (PL) acusa o ex-companheiro, Mario Luiz Moreno Júnior, de usar um boletim de ocorrência para persegui-la e prejudicar o anúncio da sua candidatura a deputada estadual. As denúncias de violência política de gênero feitas pela parlamentar contra o empresário serão investigadas pela Justiça de São Paulo.
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Segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, a vereadora não foi atendida em relação ao pedido da ampliação das medidas protetivas em vigor contra o ex-parceiro, conhecido como Júnior Moreno. Um boletim de ocorrência registrado em outubro de 2025, inicialmente sem autoria definida, foi atualizado por ele para incluir Malu como responsável por um suposto dano ao apartamento onde o casal havia convivido.
A atualização ocorreu duas semanas após a 3ª Vara Criminal de Mogi das Cruzes conceder medidas protetivas à vereadora e determinar a instauração de inquérito policial para apurar as denúncias de perseguição, ameaças, violência psicológica e violência política de gênero apresentadas por ela. O sócio dele Fernando Aparecido Hilário também é acusado de coação.
Ainda segundo a publicação, ele afirma ter encontrado a casa revirada, com objetos jogados no chão e uma jaqueta da marca Armani rasgada. Na primeira versão do B.O., Moreno disse que a segurança do condomínio nas imagens de monitoramento que uma mulher entrou no prédio usando reconhecimento facial, permaneceu no local por 20 minutos e saiu. Na segunda versão, ele afirma ter obtido as imagens das câmeras de segurança e identificado a ex-companheira.
No entanto, a juíza Larissa Boni Valieres não deferiu o pedido para que ele fosse proibido de fazer menções públicas à vereadora, já que Fernandes é uma pessoa pública, o que implicaria em censura prévia.
Malu acusa Moreno de promover uma "divulgação coordenada das acusações em redes sociais e veículos de comunicação" após a alteração do boletim de ocorrência e no mesmo dia em que Fernandes anunciou sua pré-candidatura a deputada estadual, 16 de julho.
Com isso, a parlamentar pediu a ampliação das medidas protetivas, a remoção de conteúdos publicados na internet e na imprensa e o encaminhamento dos novos fatos à Polícia e ao Ministério Público.
A Justiça pediu que os novos fatos sejam incorporados à investigação em andamento. No entanto, o juiz Heitor Moreira de Oliveira indeferiu os outros pedidos, alegou a necessidade de mais tempo para a apresentação de provas e a coleta da versão do acusado.
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