Política
Publicado em 31/10/2026, às 05h40 A publicação discriminatória foi feita após o resultado das urnas do segundo turno - Redes Sociais Elisa Martins
A vereadora e pastora Patrícia Queiroz (PP), de Belém (PA), precisou se retratar publicamente nas redes sociais, nesta quinta-feira (29), após decisão da Justiça do Trabalho relacionada à prática e ao incentivo da mulher de assédio eleitoral e discriminação contra trabalhadores petistas.
A parlamentar havia postado uma mensagem sugerindo que empregadores identificassem funcionários que votaram no PT para demiti-los por apoiarem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A publicação foi feita logo depois do segundo turno das eleições.
Além da proibição da conduta discriminatória e de assédio eleitoral, a Justiça determinou que Patrícia deveria se desculpar.
“Declaro publicamente que empregados têm o direito de escolher livremente seus candidatos nas eleições, independentemente de partido ou orientação política. Assim sendo, torna-se proibida veementemente aos empregadores a adoção de quaisquer medidas de caráter retaliatório, seja por constrangimento, ameaça ou perda do emprego”.
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A decisão considera uma ação civil pública do Ministério Público do Trabalho (MPT). Na quarta-feira (28), a Câmara Municipal de Belém permitiu uma licença de 22 dias solicitada pela vereadora para tratar de assuntos pessoais.
De acordo com o MPT, as mensagens da política poderiam estimular demissões em massa de trabalhadores. A situação ganha mais uma camada de gravidade ao considerar o cargo da mulher. “Cuja posição institucional lhe confere maior visibilidade, credibilidade e capacidade de influência perante a coletividade”.
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