Política
Publicado em 14/08/2026, às 09h44 Veritá Pesquisa - Divulgação Eduardo Costa
O Instituto Veritá teve levantamentos proibidos de serem divulgados em 13 estados e no Distrito Federal apenas neste ciclo eleitoral. A Justiça Eleitoral apontou irregularidades técnicas e indícios de fraude.
Os últimos casos ocorreram na quarta-feira (12), quando os Tribunais Regionais Eleitorais (TRE) do Rio Grande do Norte e de Sergipe proibiram o Veritá de divulgar resultados de sondagens de votos para governo e Senado.
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Nos casos, foram entendidos que pesquisa coletada pelo instituto "divergia drasticamente" da realidade estadual, super-representando eleitores ricos e escolarizados.
No estado de Sergipe, o Veritá elevou de forma artificial a proporção de eleitores com ensino superior completo ou incompleto para 31,1% em sua amostra, número acima do índice de 19,2% fornecido pela sua fonte declarada de dados, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) de 2025. Segundo o TSE, apenas 12,82% do eleitorado sergipano possui esse grau de instrução.
Já no Rio Grande do Norte, o Veritá incluiu que 34% de eleitores tem ensino superior, enquanto a média do TSE aponta 13,73%. O instituto também afirmou que 25% de eleitores na faixa de maior renda, o dobro de outros institutos.
Também ficou determinada uma multa de mais de R$ 58 mil por reincidência por conta do Veritá ter sido proibido de divulgar pesquisas anteriores no estado pelas mesmas irregularidades.
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As justiças eleitorais de estados como Piauí, Amazonas e Pernambuco afirmam que o instituto não oferece transparência e nem detalha sobre como gera, seleciona e aborda os entrevistados. As pesquisas do Veritá são realizadas por telefone.
No Tribunal Superior Eleitoral, o Veritá diz que utiliza o método probabilístico PPT (Probabilidade Proporcional ao Tamanho), alegando que sua amostra reflete com fidelidade o eleitorado de cada estado.
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