Política
Publicado em 20/08/2026, às 08h45 Pablo Marçal e Leonardo "Avalanche" - Reprodução/Redes Sociais Eduardo Costa
O candidato à vice-Presidência da República na chapa de Pablo Marçal (PRTB), Leonardo "Avalanche", é réu na Justiça de São Paulo, acusado de crimes como associação criminosa, ameaça e manipulação de sistema público de informações. As informações foram divulgadas pela coluna de Demetrio Vecchioli.
Avalanche também é presidente nacional do PRTB.
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De acordo com a reportagem, o processo foi acolhido em março e corre em segredo de Justiça por ter sua origem em denúncia de violência política contra mulher. Avalanche também é investigado em ao menos outros cinco inquéritos na Polícia Federal, por crimes correlatos.
Duas pessoas tem medidas protetivas contra o vice de Marçal, que proíbem Avalanche de chegar a menos de 500m e de se comunicar com elas. Uma das testemunhas trabalhava com ele e está sob proteção da Polícia Federal depois de relatar ter presenciado diversos crimes, incluindo o encaminhamento da vice-presidente do PRTB, Rachel de Carvalho, ao tribunal do PCC, para que fosse obrigada a renunciar.
Sobre este caso, a denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE) cita que em 16 de março de 2024, dia do seu aniversário, Rachel foi atraída ao escritório de Joaquim Pereira de Paulo Neto, advogado de Avalanche, onde foi submetida a uma “rodada de ameaças e pressões”. A situação aconteceu depois do vice de Marçal dissolver arbitrariamente o diretório paulista, que era comandado por ela , passando à mão de um membro do PCC e, em seguida, de Joaquim.
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“Na ocasião, os denunciados disseram à vítima o seguinte: ‘Não é um acordo, nem uma proposta, nós vamos pegar o Estado de São Paulo de vocês, e olha nos meus olhos, se você não se comportar, você nunca mais vai olhar nos olhos de ninguém, nem nos meus, nem no de ninguém’”, relata o MPE.
Ainda de acordo com o MPE, no dia 3 de abril daquele ano, Rachel estava em uma lanchonete, em um momento de luto pela morte do pai, ocorrida um dia antes, quando capangas de Avalanche apareceram. Segundo relatado à polícia, ela teria sido levada a uma espécie de tribunal do crime, na presença de membros declarados do PCC, onde todos os celulares foram tomados.
Neste momento, ela teria ouvido de Patrícia Reitter, consultora jurídica do PRTB e sócia de Joaquim, que “poderia ir visitar o cemitério muitas vezes” caso não assinasse a renúncia.
O MPE diz que Patrícia teria declarado ser integrante do PCC e que a organização criminosa estaria no controle do partido. Após isso, ela teria passado o celular de Rachel para a secretária de Avalanche, que havia lhe encaminhado um termo de renúncia para que ela assinasse digitalmente.
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