Política
Publicado em 26/09/2026, às 17h04 Reprodução Antonio Dilson Neto
A vice-prefeita de Ribeira, no interior de São Paulo,Juliana Maria Teixeira da Costa, morreu aos 40 anos após um acidente de carro neste sábado (26). Ela estava afastada do cargo por decisão judicial e era alvo de uma ação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) que apurava o suposto uso de R$ 41,2 mil do Fundo Municipal de Saúde para pagar uma “amarração amorosa”.
A morte foi confirmada pela Prefeitura de Ribeira, que publicou uma nota de pesar nas redes sociais. Juliana deixa dois filhos. A administração municipal não informou detalhes sobre as circunstâncias do acidente.
📲 Mantenha-se informado! Siga o CANAL DO BNEWS NO WHATSAPP e receba as principais notícias diretamente no seu dispositivo. Clique e não perca nada!
O acidente ocorreu enquanto a investigação envolvendo a vice-prefeita ainda estava em andamento na Justiça. Em agosto, uma decisão judicial havia determinado a suspensão das funções públicas de Juliana e de um servidor municipal também investigado no caso.
Segundo a denúncia apresentada pelo MPSP, Juliana teria participado de um esquema envolvendo contratos da área da Saúde e utilizado cerca de R$ 41,2 mil em recursos públicos para custear um serviço descrito no processo como uma “amarração amorosa”.
De acordo com a acusação, o pagamento teria sido intermediado por uma empresa que mantinha contratos com a Prefeitura de Ribeira. A investigação também envolvia o servidor Lauro Olegário da Silva e o empresário William Felipe da Silva, apontados pelo Ministério Público em uma ação por suspeita de improbidade administrativa.
A denúncia sustentava ainda que o caso estava relacionado a supostas fraudes em licitações e contratos da área da Saúde. As acusações, contudo, não representavam uma condenação definitiva de Juliana.
De acordo com informações do Metrópoles, a W.F. Da Silva Treinamentos Ltda. é a empresa responsável pelo uso indevido do dinheiro para efetuar a contratação dos serviços de amarração amorosa.
A decisão, em caráter liminar, atende ao pedido do Ministério Público de São Paulo (MPSP) em uma ação pública de 30 de julho de 2025. O MP descobriu que Juliana, que também atua como secretária de Saúde de Ribeira, contratou um serviço de “casamento espiritual” para o seu esposo, Lauro Olegário Da Silva Filho, permanecesse casado com a ela.
O vereador de Ribeira, Dirceu Benedito, descobriu o caso. Ele teria visto dois comprovantes de pagamento publicados no perfil de uma rede social chamado “Mentora Samantha”. Um tinha o valor de R$ 6 mil em nome da vice-prefeita e o outro, de R$ 41,2 mil, era para a empresa de treinamentos.
A empresa de treinamentos, que realiza serviços para a cidade, teria repassado os R$ 41,2 mil de forma integral para uma vidente após esse pagamento.
O Ministério Público de São Paulo relatou que a empresa de treinamentos estava sendo usada para desviar recursos públicos da saúde da cidade. Com isso, outras duas pessoas foram denunciadas junto com a vice prefeita: Lauro, coordenador municipal de Saúde, e Willian Felipe da Silva, proprietário da W.F Da Silva Treinamentos Ltda.