Política
Publicado em 06/12/2025, às 11h24 Reprodução / Redes Sociais Daniel Serrano
A sessão da Câmara Municipal de Mercês, município localizado no interior de Minas Gerais, da última terça-feira (2) foi encerrada depois que o vereador Marcelio Estevam Teixeira, conhecido como Marcelo Moto Som (Mobiliza), revelou ter recebido uma proposta para vender o seu voto na eleição da Mesa Diretora da Casa Legislativa. As informações são do portal g1.
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Durante a sessão, Marcelino revelou ter recebido R$ 100 mil pelo voto. Ele retirou maços de dinheiro de uma bolsa e disse que recebeu o montante de um empresário da cidade para que ele votasse no candidato indicado, o vereador José Ivanio de Oliveira (PSD).
Uma gravação oficial da Câmara mostra o instante em que o vereador retira de uma bolsa os maços de dinheiro. As imagens foram publicadas em uma rede social e acabaram viralizando.
Ainda durante a sessão, a Polícia Militar foi acionada para apreender o dinheiro exibido pelo vereador. A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar o caso. O Ministério Público de Minas Gerais também requisitou abertura de investigação.
No Registro de Evento de Defesa Social (Reds) da Polícia Militar, o vereador contou que vinha “sendo procurado e assediado” pelo empresário e por outras pessoas para direcionar o voto. O parlamentar revelou ainda que o repasse foi feito horas antes da votação.
Ele garantiu ter vídeos e áudios que comprovariam o esquema, que tinha como objetivo “beneficiar determinados indivíduos para eventual assunção da Prefeitura Municipal”, caso o prefeito eleito não conseguisse reverter sua situação jurídica.
Imbróglio na Prefeitura
A eleição da Mesa Diretora ganhou importância porque o presidente eleito da Câmara deve assumir interinamente a Prefeitura. Isso porque o prefeito eleito, Donizete Calixto (Mobiliza), teve o registro de candidatura indeferido e espera uma decisão definitiva do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Mesmo após a denúncia, a votação aconteceu. José Elizio Ribeiro Coelho (PSD) para presidente da Câmara e o próprio Marcelio para vice-presidente. A posse está marcada para 1º de janeiro de 2026.
Se a pendência judicial no TSE persistir, José Elizio se tornará prefeito interino, e Marcelio assumirá a presidência da Casa.
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