Política
Publicado em 29/10/2026, às 21h44 Reprodução Davi Lemos
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, questionou a necessidade de permanecer preso há mais de um ano e voltou a negar envolvimento nas irregularidades investigadas pela Polícia Federal. Em depoimento prestado no último dia 15, ele também defendeu o arquivamento do inquérito que apura suspeitas de fraude na negociação de carteiras de crédito entre o Master e o Banco de Brasília (BRB).
“Tem que ser investigado tudo. O banco precisava ser liquidado e eu estar preso há um ano? É algo justo?”, questionou Vorcaro. Na sequência, afirmou que eventuais irregularidades cometidas dentro da instituição deveriam ser apuradas, mas sustentou não ter responsabilidade: “O que eu sei é que eu não fiz nada”.
Durante a oitiva, o ex-banqueiro também contestou as conclusões da investigação sobre a negociação de R$ 17,5 bilhões em créditos do Banco Master com o BRB. Para ele, não existem provas que sustentem a acusação de fraude. “Esse inquérito de fraude do BRB precisa ser arquivado. Não tem nada no processo. Não existe. Não aconteceu a fraude”, declarou.
A versão apresentada por Vorcaro contrasta com as conclusões da Polícia Federal, que identificou indícios de gestão fraudulenta e comercialização de carteiras de crédito sem lastro, apresentadas ao mercado como ativos de alta liquidez. Em relatório parcial encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF descreveu um suposto esquema de gestão fraudulenta no Banco Master.
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