Política

"Vou anistiar todo mundo e ninguém mais vai falar sobre isso", reitera Caiado sobre condenados do 8 de Janeiro

O candidato à presidência compara os eventos de 8 de Janeiro a ações do MST, questionando a definição de golpe  |  Reprodução / Instagram

Publicado em 26/08/2026, às 21h31   Reprodução / Instagram   Davi Lemos

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (União Brasil) defendeu a concessão de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro como forma de, segundo ele, “pacificar o país”. Para o governador de Goiás, o debate político nacional deveria deixar a discussão sobre os episódios de 2023 em segundo plano e concentrar-se em temas como segurança pública, saúde e desenvolvimento econômico.

“O que essa discussão inútil está trazendo para o Brasil, que polariza o Brasil e ninguém discute segurança, que é o tema principal? [...] Eu vou anistiar todo mundo e ninguém vai falar desse assunto mais. Acabou”, afirmou Caiado.

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Questionado se considera que houve uma tentativa de golpe de Estado, o candidato evitou inicialmente responder e, após ser novamente indagado, disse não ter elementos para fazer essa afirmação. “Eu não sei [se teve tentativa de golpe], eu não estava convivendo lá dentro”, declarou.

Caiado argumentou ainda que, em sua avaliação, um golpe de Estado pressupõe a participação das Forças Armadas. O candidato comparou os acontecimentos de 8 de Janeiro a invasões e depredações atribuídas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). “Eu vejo golpe com Forças Armadas. Agora, baderna? Quando o MST entrou no plenário, quebrou o Ministério da Fazenda, distribuiu fazendas, isso também é atentado? Isso é questão de interpretação. É a versão dada ao fato”, disse.

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