Política
Publicado em 17/12/2025, às 16h57 - Atualizado às 16h57 Saulo Cruz / Agência Senado Daniel Serrano
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), revelou ter feito um acordo “de procedimento” para permitir a votação do Projeto de Lei (PL) da Dosimetria. Com isso, o parlamentar assumiu a responsabilidade pela articulação do texto após a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, negar qualquer acordo.
“Eu não fiz nenhum acordo de mérito, eu continuo contra, acho um absurdo o projeto. A única diferença é que você poderia empurrar com a barriga para fevereiro, ou votar hoje, não muda absolutamente nada”, disse Jaques na saída da CCJ após a aprovação da dosimetria.
"Eu me arrisquei, não me arrependo, de ter vindo aqui para fazer um acordo de procedimento, e não de mérito. No mérito, o meu partido fechou questão contra essa matéria, e o governo orienta voto contra", emendou.
Segundo o site Metrópoles, o combinado implica que o projeto será votado nesta quarta-feira (17) tanto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) quanto no plenário do Senado. Em troca, o projeto de lei complementar (PLP) 128/2025, que estabelece cortes em benefícios fiscais, seria pautado.
O texto acabou sendo aprovado pela CCJ do Senado por 17 votos a 7 e segue para o plenário. A proposta abre brecha para reduzir as penas de Jair Bolsonaro (PL) e de outros condenados por atos golpistas.
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