Política

Wagner revela impasse e joga para 2026 decisão sobre Messias no STF: "Há uma tensão muito grande”

O líder do governo no Senado destaca a tensão com Davi Alcolumbre após a escolha de Messias para o STF sem aviso prévio.  |  Paulo M Azevedo / BNews

Publicado em 24/11/2025, às 18h37 - Atualizado às 18h37   Paulo M Azevedo / BNews   Daniel Serrano

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), admitiu nesta segunda-feira (24) que a votação da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) pode ficar para o ano que vem. 

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Em entrevista à GloboNews, o petista citou o calendário apertado de fim de ano. A expectativa é que o ano legislativo termine entre os dias 18 e 19 de dezembro e a pauta está cheia, com a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e do Orçamento.

"Eu acho que nós não teremos tempo hábil [...] para votar ainda no mês que se inicia na segunda-feira que vem, que é o mês de dezembro", afirmou Wagner.

Além disso, o petista reconheceu o clima ruim com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que não gostou de não ter sido comunicado previamente da escolha de Messias.

"Há uma tensão muito grande, eu acho que tem que esperar um pouco, esfriar um pouco essa tensão", disse Wagner.

O petista defendeu ainda que o melhor momento para a sabatina de Messias pode ser deixar o tempo passar para "arrumar a situação do Senado". Apesar disso, Wagner defendeu a escolha de Lula e negou ter prometido apoio a outro nome, como o do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). "Eu nunca faltei com a verdade com nenhum deles", afirmou. 

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